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Para quem imaginava que, por decorrência da paralisação da Copa América, teríamos um jogo chato, retrancado e com poucas chances de gol, quebrou a cara.
Nos primeiros 10', é verdade, o equilíbrio reinou em absoluto, mas, aos 13', Pedro Rocha acertou um bonito chute de fora da área, com força, curva, o suficiente para vencer o goleiro Victor, que estava adiantado: 1 a 0.
O Galo, que teve, até a parada para a Copa América, uma boa campanha, estava irreconhecível. Tudo parecia dar errado.
E como não bastasse, Pedro Rocha estava inspirado. Numa bola roubada na intermediária, ele partiu em velocidade, driblou Victor, ficou com o gol aberto, mas preferiu tocar para Thiago Neves só empurrar a bola para as redes, aos 27 minutos: 2 a 0.
O Superclássico foi, como sempre, aguerrido, competitivo, porém, o árbitro Raphael Claus (Fifa-SP) não exibiu um único cartão durante os pouco mais de 90 minutos de bola em jogo, o que mostra que houve lealdade e nenhuma provocação fora de hora.
Aliás, no momento em que o Cruzeiro já tinha o placar de 3 a 0 estabelecido - com gol de Robinho, aos 9' da etapa final -, a torcida gritou "olé" nas arquibancadas e só parou a pedido dos jogadores e de Mano Menezes, que não queriam saber de confusão.
O Galo tentou a reação, principalmente nas bolas paradas com Otero, mas esbarrou na forte marcação imposta pela equipe celeste.
Para o jogo da volta, no Independência, o Galo terá de ganhar por um placar de 4 a 0 para se classificar à fase semifinal da Copa do Brasil.
Trata-se de uma missão complicada, mas não impossível de acontecer, se lembrarmos que o futebol é imprevisível e, por isso, nada é 100% garantido ou certo.
A vantagem obtida pelo Cruzeiro, obviamente é muito boa, mas, como diz o ditado: "clássico é clássico e o resto é vice versa".

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