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| Jornal de Alagoas |
A cada dia surge uma nova especulação, com valor aviltante em dólares, euros ou em libras esterlinas.
A maior parte destas propostas são feitas para as jovens promessas, que pouco entram em campo com a camisa do clube que ama, para voarem rumo ao velho continente, na esperança de fazer um pé-de-meia, capaz de garantir a moradia, a educação, a saúde e o entretenimento que nossos governantes não são capazes de oferecer.
Empresários ficam trilhardários, enquanto alguns conseguem um lugar ao sol e outros são esquecidos em povoados com língua, cultura e valores diferentes que os nossos e, por isso, passam grande dificuldade.
Outro dia, ouvi um colega dizer que, em razão da ascensão financeira vivenciada por clubes como Palmeiras e Flamengo, logo haverá uma soberania, comparável ao que ocorre na Espanha, com Real Madrid e Barcelona, com o Atlético de Madrid correndo por fora.
Não creio em tal disparidade. Não num momento em que não damos atenção ao que é nosso e vendemos por valores altos - seguindo a nossa realidade -, mas habitual para quem observa a vitrine e sabe impor o direito do comprador, ao ponto de tornar irrecusável à própria mercadoria.
O trabalho e investimento na base é visto, por muitos, como algo do passado, que não resulta em vastas e proveitosas receitas, capazes de garantir o lucro ao final de cada mês ou temporada. Por essa razão, nossos reais valores são rejeitados em solo pátrio e sonham com um melhor dia, que tinha tudo pra ser aqui, mas não é.
Flamengo e Palmeiras possuem os maiores orçamentos da Série A do Campeonato Brasileiro. São clubes que, ao realizarem as compras, não abrem a carteira para ver quanto tem em dinheiro ou verificam o limite do cartão de crédito, por contarem com investidores de peso.
Mas, essas parcerias têm dia para começar e para terminar. Quando acabarem, não sabemos, ao certo, o que restará: se uma estrutura de Real Madrid ou do Íbis.

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