![]() |
| FOX Sports |
A "entrega" foi imediatamente rejeitada, tanto pelo corpo diretivo, como pelos jogadores, que alegaram não ser o momento para que a saída aconteça.
Apesar do Cruzeiro vivenciar uma das suas piores fases, dentro e fora de campo, não vejo a saída de Mano com bons olhos. A priori, daria uma impressão de 'abandonar o barco' no período mais crítico, em que o clube, de fato, mais precisará dele.
Além disso, causaria um problema ainda maior: quem, em sã consciência, assumiria o lugar dele, às vésperas de uma decisão pelas semifinais da Copa do Brasil, frente ao Internacional, em meio à uma forte pressão pela eliminação na Libertadores e a incômoda situação de figurar entre os rebaixáveis na tabela do Brasileirão?
Acredito que, na atual conjuntura, o ideal é realizar um back-up no estilo de jogo do Cruzeiro, para interromper, de uma vez por todas, com o jejum de não vencer e fazer gols a sete jogos.
Essa ideia de 'fechar a casinha' para apostar no contra-ataque e garantir o resultado é um modelo de jogo covarde, superado, que poucos têm paciência de acompanhar até o fim.
O torcedor, independente de clube pro qual torce, quer ver gol, criatividade, ousadia, inteligência no saber superar o desafio, o rival em campo, não essa coisa sem sal, altamente burocrática que assistimos praticamente todos os dias.
Talvez, se espelhar no trabalho que Sampaoli realiza no Santos ou até mesmo observar com mais cautela o que é feito nos grandes centros do futebol mundial, casos da Inglaterra, Itália e Espanha, ajude a renovar um pensamento que é implantado, mas totalmente retrógrado.
Afinal, o futebol precisa e merece muito mais que simplesmente jogar pelo resultado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário