sábado, 7 de setembro de 2019

A hora que a bola rola no gramado do Brasileiro

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Na atual edição do Campeonato Brasileiro tivemos a chance de acompanhar aos jogos em horários um tanto diferentes, em especial aos finais de semana.

Para o torcedor mais tradicional, futebol aos sábados e domingos é realizado de tarde, às 16h, e não tem conversa.

Aos notívagos, não há problema algum em ir ao estádio às 19h, mas às  21h, já complica um pouco, uma vez que as baladas começam por volta das 23 horas, quando ainda prestigiam o clube do coração.

Agora, quanto ao horário das 11h, no domingo e aos sábados, tem causado uma polêmica interessante.

Quando teve início a ideia do jogo aos domingos de manhã, lembro que surgiram especialistas de todos os tipos, com argumentos diversos, para justificar o porquê não era o mais adequado realizar as partidas tão cedo.

Uma das explicações mais coerentes e aceitáveis é a de que, no calor, em especial no verão, ocasionaria em um grande desgaste aos atletas.

Ontem, ouvi algo que soou engraçado, mas também válido: que os jogadores tem de levantar muito cedo e isso atrapalha.

Nós, que estamos acostumados a levantar por volta das 5h30, 6h, para trabalhar e retornamos somente no final da tarde, início da noite, não vemos isso com estranheza.

O fato, no entanto, é que eles têm pouco tempo para se preparar para o jogo em si.

Eles levantam, tomam café, vão pra preleção, vão pro ônibus, chegam ao estádio, realizam um aquecimento, reconhecimento de campo e finalmente jogam.

O intervalo entre uma atividade e outra é muito pequeno.

Quanto ao torcedor, as partidas às 11h não são um problema dos mais sérios.

No sábado, ele acorda cedo, mas pode ir pra casa em seguida, descansar, namorar, fazer o que quiser até o domingo à noite, antes de dormir e se preparar mentalmente à semana que terá início.

Já no domingo, do estádio vai pra casa da mãe comer aquela macarronada e acompanhar o restante dos jogos à tarde, para torcer contra e zoar os rivais.

Mas, por mais interessante que possa parecer, há sempre aqueles mais radicais que dizem que se o time perder, no sábado de manhã, o final de semana foi pras cucuias e não há o que reverta.

Assim é o ser humano: um insensato e inconformado convicto por natureza.

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