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Até o momento, a Raposa está fora da zona de rebaixamento, mas ainda em uma situação incômoda, por ocupar a 16a. colocação, com 18 pontos, 4 a mais que a Chapecoense, que lidera o Z4.
Em dois jogos disputados no Mineirão, Rogério conquistou 6 pontos.
Hoje, em comparação ao jogo de estreia, frente ao Santos, foi mais dramático, com direito a uma bela defesa de Fábio em um pênalti cobrado por Yago Picachu e a um gol salvador do garoto Maurício, de apenas 19 anos.
Aos poucos, Rogério Ceni deixa o Cruzeiro com a cara dele.
Cara de quem já foi treinado por quem apostava no bom futebol e nos talentos gerados no clube.
O futebol exibido pela Raposa não é como o mostrado, na atualidade, pelo Flamengo ou pelo Santos, que lideram o Brasileiro com 36 pontos cada.
Maurício não é um Pelé. Trata-se apenas de um jovem que pode ser aprimorado com o tempo e oferecer um bom rendimento a médio ou longo prazo, de acordo com o número de oportunidades recebidas ao longo da temporada.
O animador nisso tudo é que houve e ainda há mudanças em andamento. Rogério, que foi renegado no São Paulo, se tornou referência no Fortaleza, a cada rodada se mostra um técnico que joga com o time, se importa, estuda, busca alternativas.
Não é brilhante como Telê Santana ou Muricy Ramalho, mas, a permanecer nesse caminho, poderá, num futuro bem próximo chegar perto deles.

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