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O Diretor de Futebol, Marcelo Djian, concedeu uma entrevista coletiva na Toca da Raposa II, na qual foi muito polido, com a missão de por panos quentes na situação.
Inicialmente, o dirigente celeste afirmou que Rogério Ceni tem total respaldo da diretoria para mudar o que for preciso e, mesmo com o risco de derrota para Palmeiras e Flamengo nas duas próximas rodadas do Brasileiro, não será demitido.
Sobre o afastamento de Thiago Neves, Fred e Edilson, que agitaram as redes sociais desde os 4 a 1 do Grêmio, Djian contemporizou ao destacar que eles vão passar por um aprimoramento físico após os treinamentos, para readquirir ritmo, mas também comentou sobre uma conversa em particular com o camisa 10 do Cruzeiro.
Quando o assunto em questão foi o atraso no pagamento dos salários, Djian não foi tão detalhista. Disse que devemos buscar informações a respeito com o departamento financeiro do clube, que os valores correspondentes aos meses de julho e agosto serão quitados o mais breve possível, mas que isso não era desculpa pelo mau rendimento em campo.
Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro, por sua vez, não compareceu à coletiva e gravou um vídeo aparentemente institucional, editado e dividido em tópicos, no qual argumenta sobre os mesmos assuntos, mas sem aparentar confiança e segurança no que diz.
Quem assiste ao vídeo vê um Wagner Pires de Sá incomodado, nervoso ao se pronunciar à torcida.
Enfim, a Diretoria do Cruzeiro cedeu à pressão e falou o que alguns poucos queriam ouvir.
Quem analisa o conjunto da obra, não confia cegamente em qualquer declaração dada. Esse papo de "carta branca", "autonomia para realizar um trabalho vitorioso", é bonito de ouvir, mas difícil de cumprir.
Para o bem do futebol e do Cruzeiro, torço para que Rogério Ceni tenha tranquilidade para trabalhar e que aqueles que se levantarem contra sejam podados aos poucos, ainda que para readquirir a forma física.

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