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| AFP |
O momento épico ocorreu às 23h23 - mesmo horário em que este artigo foi publicado -, de pênalti, com 65.157 torcedores como testemunhas, que resultaram em uma renda de 253.275, 25 Cruzeiros Novos (NCr$).
O Vasco, na oportunidade, saiu na frente, com Beneti, aos 17' do primeiro tempo.
O empate santista aconteceu aos 10' da etapa final, com o gol contra de Renê.
O Milésimo gol de Pelé, o da virada, que garantiu o placar de 2 a 1 para o Peixe, foi marcado aos 39 minutos, após um pênalti de Renê, assinalado pelo árbitro alagoano, Manoel Amaro de Lima.
No gol do Vasco estava o argentino Andrada.
No banco de reservas cruz-maltino, o Diretor Iraci Brandão carregava e protegia com os braços uma camisa branca do Vasco, com o número 1000 estampado às costas.
Oduvaldo Cozzi, o locutor lírico, quando houve o lance da falta, protestou: "não gostei!".
E, mais tarde completou: A minha opinião, os senhores me desculpem, não é agora muito válida" (...) "Eu não gostaria que o milésimo gol fosse, assim, de pênalti. Eu queria que fosse um gol feito, um gol trabalhado, um gol elaborado, mas valha esse! Tomara Deus que ele o faça e termine essa história sem fim de 1000 gols".
Pelé, com as pernas trêmulas, correu pra bola e fez o gol 1000, para o delírio da torcida carioca que cantava o seu nome muito antes da marcação do pênalti, e de uma multidão de repórteres e fotógrafos que invadiram o gramado e cercaram Pele em meio às redes, para ouví-lo pedir pelas crianças do nosso país, em pleno dia da Bandeira, enquanto uma terrível enchente acontecia em São Paulo.
Rei Pelé, não há como negar!

Não sabia desse comentário do locutor da época, se tivéssemos o VAR naquela época o pênalti não seria marcado.
ResponderExcluirRei Pelé, não há como negar. Concordo.
Abracos