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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Por que o técnico é o primeiro a ir embora?

ISTO É Independente
Li, na Folha de hoje, um artigo assinado pelo jornalista Hélio Schwartsman, na magnífica página 2, onde já brilharam nomes como os de Clóvis Rossi e Carlos Heitor Cony, sobre a relevância de um técnico de futebol.

Ele cita o português Jorge Jesus e apresenta dados de uma pesquisa realizada pela revista inglesa The Economist, que se norteou nos campeonatos da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França.

A conclusão é a que o treinador não possui uma postura tão decisiva, comparado aos jogadores, como Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo.

Algo aparentemente óbvio, afinal, quem cria as jogadas, faz os gols, são os jogadores, não o técnico.

Para fortalecer esse argumento, relembro uma declaração dada por Pep Guardiola, atual comandante do Manchester City, em que ele deixa claro que, quando o jogador não está com a posse de bola, deve obedecer suas orientações, para recompor o time e ajudar na marcação, mas quando estiver com ela nos pés, o jogador é quem deve saber o que fazer com ela.

Não vejo esse raciocínio na mente dos treinadores brasileiros.

Vejo, sim, nos Jorges estrangeiros: Sampaoli, do Santos, e Jesus, do Flamengo.

Renato Gaúcho, do Grêmio, é o que mais se aproxima, na verdade tenta chegar perto dessa realidade, muito mais pelo conhecimento do grupo que tem em mãos há mais de três anos, do que por uma ousadia repentina.

Os demais, curtem uma tremenda dor de cotovelo e ficam no tradicional e covarde arroz com feijão, no qual a retranca é a essência de tudo e o gol um detalhe ocasional.

Um comentário:

  1. Eles não entenderam ainda, nesse tradicional arroz com feijão é só colocar um ovo que tudo se resolve. Mas os treinadores são teimosos

    Abraço

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