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| Jovem Pan |
A competição africana, antes realizada nos meses de junho e julho, ao final da temporada europeia, voltará para janeiro e fevereiro, a partir de 2021.
Com isso, o Liverpool, de Klopp, poderá ficar sem, pelo menos, três de seus jogadores, durante o período de um mês. São os casos de Mohamed Salah, do Egito; Sadio Mané, de Senegal; Naby Keïta, de Guiné, além de Joel Matip, de Camarões.
Klopp argumentou sobre a falta de diálogo existente entre a FIFA e a UEFA, o que pode vir a prejudicar o desempenho dos clubes, que pagam os salários dos jogadores selecionáveis e não os têm em campo em momentos decisivos, na reta final da temporada.
Num tom mais radical, o treinador alemão cogitou a possibilidade de o Liverpool não contratar mais jogadores africanos, em razão dessa situação.
Trata-se de um assunto bastante complexo, que certamente renderá pano pra manga, uma vez que tanto o técnico, o clube e o jogador têm razões por reivindicar.
O clube, que, como lembrou Klopp, paga o salário do atleta, não aceita ficar sem seu principal investimento por um período tão grande, ainda que seja para a Seleção, onde poderá alcançar uma maior valorização.
O treinador vive a expectativa de escalar a melhor formação, com a plena consciência de que pode haver, no meio do caminho, uma adversidade, que o faça escolher entre os que não estão suspensos ou no departamento médico.
Quanto aos jogadores, eles trabalham pelo reconhecimento, para garantir o pé-de-meia, o sossego à família. O caminho para isso, em muitos destes casos, é a convocação pra Seleção.
Agora, no que tange à organização, Klopp tem plena e total razão para protestar.
É algo tão compreensível e razoável, que nos frusta em saber que ele nunca, jamais, em hipótese alguma treinará uma equipe brasileira.
Ou você, raro leitor, imagina algum elogio de Klopp à CBF ou à Sul-Amerixana?
Eu não consigo, nem nos melhores e mais animados dos sonhos!

Nenhum treinador estrangeiro de ponto irá treinar uma equipe brasileira. Aqui, o caos reina!
ResponderExcluirAbraços