Queria que o placar de hoje, entre Cruzeiro e Ponte Preta, no Mineirão, fosse de 4 a 0 e não "apenas 3 a 0, pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
A razão disso, para que fique bem claro, não diz respeito à uma melhora da equipe celeste na tábua de classificação - o que é preciso acontecer, e com certa urgência - mas, para que a homenagem ao goleiro Fábio fosse completa com um 4 a 0 nos 40 anos dele.
Fábio é um profissional comprometido, que realmente ama o Cruzeiro. Dos 40 anos de vida, 15 são dedicados ao clube celeste.
Nesse período, que ainda não há um fim anunciado, Fábio ergueu muitas taças, como campeão mineiro, Brasileiro, da Copa do Brasil, mas também acumulou alguns fracassos, como o rebaixamento para a Série B do nacional.
Uma carreira que se equipara a de um Marcos, goleiro do Palmeiras, e a de um Rogério Ceni, do São Paulo, pelo reconhecimento e entrega ao clube do coração.
Algo que dificilmente veremos outra vez, depois dele pendurar as luvas.
Fábio é um ídolo. Alguém respeitado até pelo principal rival.
Ao contrário de Marcos e Ceni, que eram mais passionais e polêmicos ao final das partidas, com declarações carregadas em sinceridade, Fábio é mais centrado, razão pela qual é perdoado nos raros momentos em que se exalta pela atuação da equipe.
A cena mais comum, independente de resultado, é vê-lo com os braços erguidos, para louvar e agradecer ao Senhor.
Para encerrar, quero deixar meu abraço e respeito a esse ídolo cruzeirense e com o desejo que o Senhor o exalte e recompense por tantos anos de empenho e garra debaixo das traves.

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