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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O envelhecer do (e no) Brasil


PERSIO PRESOTTO

Daqui mais uns anos, num futuro bem próximo, o Brasil não será mais o País dos jovens. Será, sim, a Nação dos idosos com 60 anos ou mais.

Neste, que é um ano eleitoral, a pergunta é mais que essencial e pertinente: O que Vsa. Excelência, presidente da República eleito, fará em benefício dos mais vividos?

Essa pergunta, diga-se, não é restrita ao presidente, mas, também, aos Senadores, Deputados Estaduais e Federais e Governadores.

Quando mais novo, lembro que, quando fui trabalhar, com dor na perna, sentei num desses bancos reservados aos idosos, antes da catraca. Um senhor, de pé ao meu lado, não sabia que estava com dor na perna e começou a dizer que eu fingia dormir, para não dar lugar a ele.

Discutimos. Não dei o lugar e fui trabalhar.

À noite, quando cheguei em casa, desabafei com minha mãe e contei sobre o ocorrido, com dose excessiva de orgulho.

Ela sequer comentou o fato!

Um pouco mais tarde, meu pai veio como quem não queria nada, com um sorriso reprovador, e disse: quer dizer que você brigou com o velho no ônibus? Você nunca vai ser velho? E foi embora, segundos depois de me deixar com aquela baita interrogação na cabeça!

Refleti, pensei, repensei e vi que agi errado!

Daquele dia em diante, nunca mais deixei de ajudar um idoso, dar lugar a ele no ônibus ou de cumprimentá-lo ao ver que estava triste, acanhado ou com medo.

Essa mudança não foi simplesmente por medo de ser mal tratado quando eu for idoso, mas, por imaginar que cada um deles poderiam ser meu pai ou minha mãe!

Jamais, em hipótese alguma, posso aceitar a ideia de meus pais serem distratados. Portanto, não faço isso aos outros.

O Governo Brasileiro, no entanto, age com total desprezo aos nossos grisalhos vividos, com experiência de vida e sabedoria.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2030 teremos uma população de idosos maior que a de jovens, até 14 anos.

Fato que mostra um baixo índice de natalidade na nossa geração e que há a necessidade de um cuidado, um preparo para que essa nova velha população não sofra.

Nos coletivos, hoje, as cadeiras reservadas já não dão conta. Em prédios com muitos andares, não há rampas. Na fila do banco, a preferencial não é respeitada, assim como também não é na para vacinar!

Ainda no campo da saúde, em estudo atualizado pelo IBGE no dia 24 de janeiro deste ano, é possível constatar que o principal gasto das famílias tem sido com os serviços de saúde, que inclui os planos: R$204,4 bilhões, correspondentes a 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2015.

Já com os remédios, ficou estimado um gasto de R$ 92,5 bilhões, cerca de 1,5% do PIB.

Enfim, estes são alguns pequenos exemplos que podem ser analisados e melhorados.

Nós, seres humanos, somos falhos!

Meu próprio exemplo dá conta disso!

É por isso que, para encerrar este texto, cito o versículo 18 do Salmo 71, escrito por Davi, como forma de oração à atual geração e à vindoura de cabeças brancas...

"Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros".

Amém!

domingo, 19 de novembro de 2017

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Corpo de Cristo


O ser humano é egoísta! Pensa, primeiro, naquilo que deseja, para depois, se houver tempo, pensar no próximo.

No sábado, quando escrevi sobre o Teleton, trouxe à tona em episódio à parte, diferenciado! O ajudar uma cadeirante a entrar no ônibus soa como incrível nos dias de hoje.

Atitudes que deveriam ser corriqueiras, são tratadas como fatos isolados. extraordinários.

O coração humano está endurecido, feito pedra!

Não há compaixão alguma!

Quando na igreja, aprendemos que cada um de nós somos igreja.

E que somos parte do corpo de Cristo, que é o cabeça da igreja!

O nosso corpo não funciona de modo independente, sem que haja a cooperação de um outro membro.

Um exemplo: nossas mãos não alcançam por si só uma caneta que está há três metros de distância. É necessário que andemos até chegar próximo dela, que movimentemos pernas, quadril, braços, ombros, todas as articulações, até chegar ao objetivo desejado.

Logo, para que a igreja tenha força e Cristo seja exaltado, conhecido como nosso único e verdadeiro salvador, é necessário que o corpo esteja homogêneo.

Que o coração de pedra seja substituído por um de carne.

E que estejamos quebrantados, de modo a cumprir com a vontade de Deus, ao ponto de não sermos mais egoístas!

O caminho para o sucesso, para o bom trabalho em equipe e à constituição de valores é a Palavra de Deus!

Não tenhamos medo de usá-la!

É tudo o que Ele mais quer que façamos!

sábado, 28 de outubro de 2017

Teleton - Colabore, vale muito a pena!

https://teleton.org.br/welcome.html

PERSIO PRESOTTO

Desde pequenos ouvimos de nossos pais, parentes mais próximos, o quanto é importante ajudar e amar o próximo.

A Bíblia, também conhecida como o livro dos livros, determina como mandamento: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes" - Marcos 12:31.

Mas, quando o assunto é amor, seja entre homem e mulher ou entre amigos, irmãos, a Lei é um detalhe a ser conhecido, com a certeza de sua aplicação na prática.

Afinal, se amamos, queremos o bem.

Se fazemos o bem, não ocupamos nossas mentes com coisas vãs, que causam divisão, desentendimentos.

Logo, se não contaminamos, faremos o que é certo, não haverá pecado e nem a falta de amor!

O Teleton, há anos, apresentado no SBT de Silvio Santos, para angariar fundos à AACD, é um exemplo prático da existência do amor que Deus cita na Bíblia e nossos pais tanto valorizam!

Se você pode ler este texto, significa que você sabe ler, tem uma boa visão, pode usar suas mãos para lidar com o teclado de seu computador, pode caminhar até ele, que seu corpo é aparentemente perfeito.

Às vezes reclamamos de dor na mão, no pé, no cotovelo, na barriga, em tudo.

Mas, quer saber de uma boa?

Se dói, dê graças!

Há muitos por aí que andam de muletas por não ter as duas pernas; que escreve com a boca, por não ter as mãos, que não reclama de dor, por não ter do que reclamar!

Hoje de tarde, ao retornar do trabalho, vi uma senhora com muita dificuldade para entrar no ônibus, com sua cadeira de rodas.

E olha que se tratava de um transporte com elevador, próprio para o uso dos portadores de necessidades especiais.

Sabe como foi resolvida a peleja, após muitas manobras, idas e vindas, na busca de um alinhamento perfeito entre a cadeirante, o elevador e a calçada?

Com amor!

O motorista e o cobrador desceram e carregaram a cadeira pra dentro do coletivo.

Ajudar quem precisa, é demonstração de amor, não de simples e passageira caridade!

E é com base nestes ensinamentos, que compartilho o trabalho do Teleton e peço: colabore, pois, vale muito a pena!