Sempre que há um duelo entre Brasil e Argentina, a rivalidade, a emoção ganham um algo a mais.
Não importa a competição.
Pode ser até em uma partida de botão.
O que dizer, então, de uma competição importante, como é a Libertadores?
Na terça-feira, o Santos enfrentou o Estudiantes, na Vila Belmiro, e fez 2 a 0, de modo convincente, com um futebol que não foi de encher os olhos, mas agradar a quem o viu.
Lucas Lima, não só garantiu o bicho lá atrás, como também foi à frente, para fazer o gol dele.
O outro destaque do Peixe foi o jovem Gabriel, que voltou a ser Gabigol, com participação efetiva no ataque, sem cartões amarelos ou discussões desnecessárias.
No dia seguinte, em Buenos Aires, o Boca Júniors, de Tévez e Ábila, recebeu o Palmeiras, que, em meio à forte pressão, derrotou o time argentino por 2 a 0, em um jogo em que o árbitro chileno Roberto Tobar Vargas, anulou dois gols dos donos da casa.
Keno e Lucas Lima foram os que garantiram a vitória alviverde e a liderança isolada, com 10 pontos e a classificação para a fase de mata-mata da Libertadores.
Já nesta quinta-feira, o Vasco, em São Januário, empatou com o Racing, em 1 a 1, muito mais na base da raça, do coração, do que pela técnica.
Os gols foram de Wagner e Lautaro Martínez, que tem se tornado um algoz brasileiro, com os 3 gols que marcou contra o Cruzeiro e os 2 diante dos cruz-maltinos.
Por falar em Cruzeiro, o que dizer sobre os 7 a 0, contra a Universidad do Chile, no Mineirão?
É bem verdade que o time chileno teve dois jogadores expulsos, e que Mano Menezes fugiu à sua característica ao deixar a Raposa com liberdade para atacar, quando o placar do primeiro tempo já era o de 3 a 0.
Ele ousou ao não "fechar a casinha", como se diz aqui em Minas, e ainda colocar Rafael Sóbis, que deu números finais ao grande massacre.
Esta foi, certamente, uma semana que não cairá tão cedo no esquecimento para palmeirenses, santistas e cruzeirenses.
Quanto ao Vasco, ainda há esperança!
Basta saber se haverá futebol também!