Mostrando postagens com marcador Ricardo Rocha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ricardo Rocha. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

O recomeçar do SBT


Hoje o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), comandado pelo visionário Silvio Santos, volta a investir na programação esportiva, com a transmissão dos jogos da Libertadores.

A partida inaugural, entre Bolívar e Palmeiras, teve a narração de Téo José e os comentários do Tetracampeão Ricardo Rocha e do impagável Mauro Beting.

Fico muito feliz com esse 'novo investimento'.

Para quem não lembra, em meados dos anos 90, o SBT chegou a acreditar na possibilidade de montar uma equipe de esportes, com nomes como Nivaldo Prieto, ainda em início de carreira, e o experiente Juarez Suares.

Porém, a ideia não rendeu o esperado, uma vez que a Rede Globo era detentora de grande parte dos eventos esportivos e, por isso, acabava por ter a preferência em relação às concorrentes até se tornar uma potência no meio.

Hoje, no entanto, o cenário é bem diferente. A Globo não possui o mesmo poderio e emissoras a cabo, em mídias sociais ganham espaço e o seu lugar ao sol.

Que a empreitada tenha êxito e os profissionais envolvidos também.

Se o Brasil se apresenta como um país democrático, eclético, não pode haver espaço para monopólios.

⚽🏀⚽🏀⚽🏀⚽🏀⚽🏀⚽🏀⚽🏀⚽🏀 Ouça e siga o podcast do Toque de classe: https://anchor.fm/persio-presotto

sábado, 21 de abril de 2018

Arsenè Wenger e o São Paulo


Arsenè Wenger e o São Paulo são dois "personagens" sem qualquer relação direta, mas com alguns fatos semelhantes.

Wenger foi um revolucionário no futebol inglês, em especial no Arsenal, clube que honrou por 22 anos como técnico, e comandou gerações vitoriosas, como a que faturou a Premier League de 2003/04, de forma invicta, com astros do porte de Jens Lehmann, Campbell, Ashley Cole, Patrick Vieira, Robert Pirès, Dennis Bergkamp, Thierry Henry, além dos brasileiros Gilberto Silva e Edu Gaspar.

O Tricolor, por sua vez, nos anos 90, era visto como um exemplo em gestão e conquistou muitos títulos, com um time que era base da Seleção Brasileira, formado por Zetti, Vitor, Válber, Ronaldão, Ronaldo Luis; Pintado, Raí, Toninho Cerezzo, Cafú; Müller e Palinha. O técnico era Telê Santana.

Wenger conseguiu estender o auge do sucesso dessa conquista inédita por anos, ao ponto de servir como referência até aos principais concorrentes, casos de Manchester United, City, Liverpool, Tottenham e Chelsea.

O mesmo ocorreu com o São Paulo. Todos queriam saber o grande segredo para se administrar um clube e, ao mesmo tempo, ganhar tudo o que disputava.

Este sucesso, no entanto, está estagnado desde 2008, quando a equipe foi Tricampeã do Campeonato Brasileiro, na Era Muricy Ramalho.

Wenger não está há tanto tempo sem conquistar um título com os Gunners, porém esse relacionamento duradouro e maduro, desde 1996, causa um desgaste, o que é natural.

No Morumbi, o jejum é incômodo. O clube deixou de ser referência administrativa e, para fugir de novos fracassos, remodelou a diretoria: trouxe Raí para ser o Executivo de Futebol, Ricardo Rocha e Diego Lugano para seus auxiliares diretos.

Dorival Junior, contratado na gestão anterior, caiu. Para o lugar dele foi contratado o uruguaio Diego Aguirre, indicado por Lugano.

Jogadores foram contratados a peso de ouro: casos de Diego Souza (Sport), Nenê (Vasco), o goleiro Jean (Bahia) e recentemente Éverton (Flamengo).

Destes, o que tem sido melhor aproveitado é Nenê.

Diego Souza, esquecido por Dorival e cogitado de modo eventual por Aguirre, pode ser emprestado ao Vasco, o que tem causado alguns questionamentos sobre o trabalho da nova diretoria.

O francês Arsenè Wenger, mesmo com o desgaste no relacionamento, é reverenciado pela torcida do Arsenal, que o respeita muito, e também pelos rivais, que destacam sua importância ao futebol inglês e à Premier League.

O São Paulo tem a missão de resgatar esse respeito, conquistado nas Eras Telê e Muricy. Tem condições e estrutura para isso. Até aqui, não surtiu o efeito esperado e o Tricolor caminha a um jejum que, tomara, não se iguale ao do Corinthians, que ficou 23 anos sem erguer uma taça e foi encerrado em 1977, com o gol de Basílio e o Campeonato Paulista.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Novos cartolas e o investimento na base


A base é o segredo de todo sucesso.

No futebol, quem ouviu falar do expressinho tricolor, certamente concordará com a afirmativa inicial deste texto.

E a razão é bem simples: clube que aposta em jovens valores e os conserva para galgar as diversas categorias, até chegar no profissional, faz com que o atleta crie identidade, seja parte fundamental de sua história e torna a agremiação conhecida mundo a fora.

Técnicos como Cilinho e Telê Santana são exemplos notórios de sucesso desta realidade do investir na base. Foi uma safra vitoriosa, sem dúvida, na qual a educação e a relação com a família foram prioridades.

Hoje, no entanto, a base a qual me refiro é outra.

Trata-se de jogadores que foram importantes, são lembrados e citados na história do futebol e agora ocupam papel de destaque, em meio aos cartolas.

O novo Diretor Executivo de Futebol do São Paulo, Raí, convidou o ex-zagueiro, campeão brasileiro em 1991 no Tricolor e do mundo com a Seleção Brasileira, em 1994, nos EUA, para ser o Coordenador de futebol. Um elo entre os jogadores e a diretoria.

Para tanto, Ricardo Rocha aposta em suas experiências como jogador, pelo mundo e na imprensa, onde atuou como comentarista na SporTV.

Por mais que ainda seja o início de tudo e que a Diretoria de Futebol tenha investido numa cara nova, para, futuramente, retomar a conquista de títulos, confesso que estou empolgado e bastante animado com este novo São Paulo.

E Ricardo Rocha, em sua primeira declaração, já deixou claro: "Antes de contratar, tem que pensar na base".

Genial!

Que Raí e o presidente do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco - então Diretor de Futebol no início dos anos 90, quando Ricardo Rocha foi contratado como reforço para a zaga são-paulina - também pensem assim.

Outro nome que tem ganho destaque nos bastidores para assumir um posto de confiança junto aos cartolas, é o ídolo uruguaio Diego Lugano.

(Isso sem falar em Rogério Ceni, não citado a nenhum cargo político até aqui, mas que não esconde, desde o tempo que ocupava as quatro linhas, o desejo de ser Presidente do time do Morumbi).

Torço, e muito, por essa nova safra de cartolas. Que ela siga exemplos vitoriosos, como Franz Beckenbauer, no Bayern München, da Alemanha, e evitem casos como o de Michel Platini, na UEFA, para o bem do futebol e de suas histórias.