sábado, 2 de dezembro de 2017

A Copa dos sonhos!


VALTER BERNAT


Esta Copa, para mim já começou errada. Elevar a quantidade de seleções para 32 é absurda. Obriga a um trabalho enorme de logística, mas talvez seja exatamente isso que a Fifa e seus patrocinadores querem. Dentre os patrocinadores, estão, evidentemente, companhias de aviação que ganharão muitos Euros com os deslocamentos.

Continuo achando um absurdo o critério de distribuição das vagas por continentes adotada pela Dona Fifa:


Convenhamos que, a Europa tem as melhores seleções do mundo e tem somente 13 vagas diretas. Se contarmos de cabeça, sem pensar muito, encontraremos quase 20 seleções de peso neste continente.

Acho um absurdo uma Itália ficar de fora. Ok, não vinha jogando nada, mas tem camisa, tem tradição e é 4 vezes campeã mundial. A Holanda, com seu vistoso uniforme e futebol que encantou o mundo, 3 vezes vice-campeã mundial. A Bulgária, a Hungria e várias outras seleções de tradição ficam de fora por este critério.

Bem, vou dar o meu critério, que certamente melhoraria o nível de qualquer Copa.

Os campeões mundiais teriam vaga garantida;
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Os vice-campeões, se não se classificassem nas eliminatórias, disputariam entre si pelo menos duas vagas, não importando o continente;
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Usar este ranking maluco e sem lógica da Fifa para definir os cabeças de chave é de uma burrice atroz, os cabeças têm que ser escolhidos dentre os campeões mundiais e o país-sede, este sim com vaga certa como cabeça de chave. Os campeões mundiais poderiam até sofrer um sorteio para definir quem seriam os cabeças. Afinal temos somente 8 campeões mundiais: Brasil (5), Itália (4), Alemanha (4), Argentina (2), Uruguai (2), Inglaterra (1), França (1) e Espanha (1). Pronto, aí já teríamos hoje 8 chaves e haveria um sorteio entre Inglaterra, França e Espanha, que só têm um título, para permitir que o país-sede encabeçasse uma das chaves. Mesmo critério para os vices.
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Dos 8 campeões mundiais, temos 5 seleções europeias, isso abriria mais 5 vagas para outras seleções daquele continente, logicamente, o mesmo se faria com a Conmebol que tem 3 seleções. Quatro vagas para a Ásia, com seleções como Irã, Arábia, Israel e, absurdamente, a Austrália, asiática no critério da Fifa que assim permitiu que a Nova Zelândia jogasse sempre a repescagem. Cinco vagas para a África? Nigéria já provou que joga bem em Copa. A Tunísia idem, mas e os demais? Jogam nada, só tomam vagas que seriam melhor distribuídas.

Bem, chega de reclamar. Vamos falar agora do Brasil na Copa.

Não gostei de não ter caído no grupo B. Seria o ideal na minha opinião, pois enfrentaríamos nas oitavas o grupo A que, tendo a Rússia como cabeça de chave, no máximo teria uma outra seleção forte, fugindo assim de enfrentar Argentina, Alemanha, Espanha e outros bichos-papões em fases preliminares, mas aí é sorteio e temos que aceitar.

Não concordo com a avaliação do Tite, mas acho que ele está no papel dele, apresentar os nossos adversários como seleções perigosas... Suíça (ferrolho), Costa Rica e Sérvia, fazem medo a alguém hoje? “pelamordedeus”...

Vamos jogar o último jogo de olho no grupo da Alemanha. Se esta estiver em primeiro, teremos que sair como primeiros do grupo também, pois assim só a enfrentaremos numa semifinal ou final. Mas alguém, em sã consciência acha que o Brasil não vai se classificar em primeiro num grupo como este? Ontem eu vi jornalistas no Sportv fazendo contas de empatarmos com a Suíça e ganharmos os outros dois jogos... é brincadeira.

Quanto ao número de sedes, 12, igual à do Brasil, acho muito grande. Temos 8 grupos, porque não 8 cidades? Torna a despesa enorme e obriga a deslocamentos enormes. Esqueceram do tamanho da Rússia?

Enfim, apenas como palpite, acho que classificarão, nesta ordem:

No Grupo A: Rússia e Uruguai
No Grupo B: Portugal e Espanha
No Grupo C: França e Dinamarca, embora ache que o Peru pode surpreender.
No Grupo D: Argentina e Croácia, tendo a Nigéria nos calcanhares
No Grupo E: Brasil e Suíça
No Grupo F: Alemanha e Suécia
No Grupo G: Inglaterra e Bélgica
No Grupo H: Colômbia e Japão

Estas são as minhas impressões e palpites para a Copa da Rússia, torcendo para que os horários me permitam assistir a todos os jogos, como eu gosto de fazer em Copas.

Valter Bernat, advogado, analista de sistemas, professor universitário e editor do site O Boletim.

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