José Carlos Amaral Kfouri é um jornalista esportivo
sem nunca ter essa pretensão.
Há quem diga que ele é sisudo, mal humorado.
Quem o conhece, diz o contrário.
Já foi jogador de basquete - coisa que contestei até pouco tempo, justamente pelas costumeiras brincadeiras que faz - Mas há provas. E diante de provas, não há argumento!
Fez sociologia para provar que o futebol não é alienante e sim um agente social.
Parou no Departamento de documentação (Dedoc), da Editora Abril, de tanto que juntava informações sobre o Corinthians e o Rei Pelé.
Deu tão certo, que acabou diretor da revista Placar e, depois, da Playboy, também na Editora Abril.
Crítico, de opinião própria, carrega até hoje a influência de seu pai, o Procurador de Justiça, Carlos Alberto Gouvêa Kfouri, e de João Saldanha, a quem admira e respeita.
Ainda que diga que jornalista não dá entrevistas, mas as faz, ele aceitou responder algumas perguntas a este Toque de classe, no intervalo de uma e outra postagem para o seu blog, no qual se diverte ao comentar sobre os jogos e põe o dedo na ferida, ao tratar da cartolagem.
Ah, sim... ele não é autor de livro, mas, se quiser, precisar de uma ajuda, basta chamar o Matinas Suzuki.
Ele até confessa que perdeu, pela Companhia das Letras.
Durante este papo, o desafiei, ao citar até o nome do próximo livro.
Enquanto você lê a entrevista, vou ali, rapidinho, ligar pro Matinas.
Com vocês, o dinamarquês Juca Kfouri...
Há quem diga que ele é sisudo, mal humorado.
Quem o conhece, diz o contrário.
Já foi jogador de basquete - coisa que contestei até pouco tempo, justamente pelas costumeiras brincadeiras que faz - Mas há provas. E diante de provas, não há argumento!
Fez sociologia para provar que o futebol não é alienante e sim um agente social.
Parou no Departamento de documentação (Dedoc), da Editora Abril, de tanto que juntava informações sobre o Corinthians e o Rei Pelé.
Deu tão certo, que acabou diretor da revista Placar e, depois, da Playboy, também na Editora Abril.
Crítico, de opinião própria, carrega até hoje a influência de seu pai, o Procurador de Justiça, Carlos Alberto Gouvêa Kfouri, e de João Saldanha, a quem admira e respeita.
Ainda que diga que jornalista não dá entrevistas, mas as faz, ele aceitou responder algumas perguntas a este Toque de classe, no intervalo de uma e outra postagem para o seu blog, no qual se diverte ao comentar sobre os jogos e põe o dedo na ferida, ao tratar da cartolagem.
Ah, sim... ele não é autor de livro, mas, se quiser, precisar de uma ajuda, basta chamar o Matinas Suzuki.
Ele até confessa que perdeu, pela Companhia das Letras.
Durante este papo, o desafiei, ao citar até o nome do próximo livro.
Enquanto você lê a entrevista, vou ali, rapidinho, ligar pro Matinas.
Com vocês, o dinamarquês Juca Kfouri...
☆☆☆
Juca Kfouri - Meu pai era sócio e o clube muito mais perto de minha casa que o Parque São Jorge. Mas jogar contra o Corinthians era uma tortura.
Toque de classe - Você cita que, quando fez a Faculdade de Ciências Sociais na USP, seu objetivo era o de, em uma tese, provar que o futebol não é alienante e, sim, capaz de mobilizar, interagir socialmente. A Democracia Corinthiana, a meu ver, surge, anos mais tarde, para validar essa tese; mas, deixou de existir com o tempo. Você acredita que hoje há a possibilidade de reavivar essa ideia e fazer do futebol brasileiro algo mais ativo socialmente?
Juca Kfouri - O Bom Senso (movimento criado, em 2013, por jogadores, para exigir melhorias no futebol) tentou e deu no que deu. Falta espírito cidadão ao Brasil.
Toque de classe - Por falar na Democracia Corinthiana, que tinha Sócrates, Casagrande e Vladimir como os precursores, você vê, no futebol de hoje, a possibilidade de algum jogador promover tal iniciativa por aqui? Quem seria ele?
Juca Kfouri - O Paulo André, que tentou... (acabou negociado com o futebol chinês)
Toque de classe - Quando o Corinthians foi campeão do Campeonato Paulista de 1977, com gol de Basílio, você diz que parou o carro e chorou muito. É claro que este choro é fruto de um contexto: nunca tinha visto o seu time campeão em nada e, bom futebol, só o do Santos, com o Rei Pelé, ou o Palmeiras, com Ademir da Guia. Algo no futebol de hoje ainda o leva às lágrimas? Talvez a conquista do bicampeonato da Libertadores?
Juca Kfouri - Como nunca tinha visto meu time ser campeão em nada?! Cansei de vê-lo campeão de basquete. Chorei nos Mundiais, de 2000 e 2012, assim como na Libertadores, abraçado com meus filhos, André e Felipe.
Toque de classe - Copa de 82, na Espanha, foi a primeira que você acompanhou in loco. A cobertura naquele tempo era feita via telex - algo que muitos dos jovens de hoje sequer imaginam o que seja -, que computador e celular, só em 94, nos Estados Unidos. Hoje, com a internet, tudo é mais rápido e cômodo. Esta entrevista, por exemplo, foi feita por e-mail. Até que ponto a modernidade no veicular a informação pode ser um problema no aspecto da qualidade, comparado àqueles tempos, com Alberto Dines, Carlos Maranhão, que primavam pela excelência?
Juca Kfouri - A tecnologia só ajuda. Bom jornalismo se faz em qualquer plataforma.
Toque de classe - O 'Confesso que perdi' é um livro de memórias. A memória humana é falha. Qual história que você não citou e que, de repente, pode aparecer num segundo volume, com o título: 'Me enganei, não perdi'? Podemos esperar esse novo livro?
Juca Kfouri - A ponto de mudar o título só se o Brasil virasse uma Dinamarca antes que eu morra. Parece improvável... Mas faltaram muitas histórias.
Toque de classe - Pode citar uma dessas histórias não contadas no livro?
Juca Kfouri - Não. Limito-me a dizer que uma delas é com o João Gilberto.
Toque de classe - Desde o lançamento do livro você tem sido solicitado para uma série de entrevistas - como esta, por exemplo. Houve algo que você ainda não foi questionado e gostaria de falar sobre?
Juca Kfouri - Não. Ainda mais para quem diz que jornalista não dá entrevistas, só deve fazê-las.
Toque de classe - O que podemos esperar da Seleção Brasileira de Tite na Copa do Mundo, na Rússia?
Juca Kfouri - Que fique entre as quatro primeiras.
Toque de classe - Qual o melhor futebol do mundo no momento e qual clube ou seleção o joga?
Juca Kfouri - A da Alemanha e o Manchester City.
Toque de classe - Juca Kfouri é...
Juca Kfouri - Um obstinado, para o bem e para o mal.
Toque de classe - Qual sua mensagem para o leitor deste Toque de classe?
Juca Kfouri - Que não se desespere jamais!

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