segunda-feira, 9 de abril de 2018

De tão improváveis, previsíveis!


Podia recorrer, aqui, à frases feitas, do tipo: futebol é uma caixinha de surpresas, mas não farei, apesar de já ter feito.

O fato é que numa final de Estadual, onde, a princípio, os mais badalados e preparados clubes se enfrentam, qualquer resultado é possível, até aquele mais improvável.

Dentre os campeões, os únicos que não surpreenderam foram o Grêmio e o Ceará.

O Tricolor Gaúcho derrotou novamente o Brasil de Pelotas, agora por 3 a 0 e teve um placar agregado de 7 a 0.

Já o Ceará, em duelo mais equilibrado, venceu mais uma vez o Fortaleza, por 2 a 1.

No mais, nem o mais otimista dos corintianos era capaz de supor que o alvinegro, no Allianz Parque, com apenas torcedores do Palmeiras, vencesse os palestrinos e erguesse a taça!

O placar no tempo normal foi o de 1 a 0 para o Corinthians, gol de Rodriguinho, logo a 1 minuto de bola em jogo.

O improvável do improvável, diria o filósofo.

Nas penalidades, nova vitória mosqueteira: 4 a 3, com duas defesas de Cássio.

Final?

Corinthians campeão!

Cruzeiro e Atlético-MG foi outro duelo que causou espanto.

Com a vantagem de ter ganho o primeiro confronto por 3 a 1, o Galo sofreu o primeiro gol logo aos 3 minutos.

Gol do uruguaio Arrascaeta, que foi também o autor do gol no primeiro encontro, no Independência.

Um fator que, acredito, foi decisivo para a reação da Raposa, até fazer os 2 a 0 e garantir o título, foi a expulsão de Otero - justa - que era uma opção importante para os lances de bola parada e de longa distância.

E o que dizer do Botafogo?

Todo mundo apostava em vitória vascaína.

O zagueiro argentino Joel Carli, no entanto, não permitiu a festa rival, ao fazer o gol que levou à disputa dos pênaltis - aos 49 minutos do segundo tempo - e foi ganha pelo Fogão, por 4 a 3, na despedida de Jefferson, que não jogou, mas se emocionou, nesta final de Carioca.

(Campeonato Carioca, que, vamos combinar, teve um calendário um tanto diferenciado para esta temporada).

Nos Campeonatos Baiano e Paraense, Bahia e Remo festejaram.

(Bahia, diga-se, que não era campeão no Barradão há 16 anos e faturou o 47o. título, diante de 30 mil torcedores).

Já no Catarinense e no Paranaense, duas vitórias em Arenas.

A Chapecoense, na Arena Condá, viu o Figueirense fazer 2 a 0 e levar a taça pra casa.

Enquanto que, na Arena da Baixada, o Atlético-PR derrotou o Coritiba por 2 a 0 e ficou com a taça em casa.

☆☆☆

DIA DO FICO

Bastou o Grêmio conquistar o Gauchão para que o suspense chegasse ao fim: Renato Gaúcho fica no Tricolor, não vai para o Flamengo, ainda que ele sonhe com esse dia.

Decisão sábia e muito coerente!

Afinal, no Grêmio, Renato tem todo um trabalho e uma estrutura que permite o sucesso e maior vizibilidade.

Na Gávea, além de iniciar tudo do zero, viveria em um clima de instabilidade, não apenas pela irregularidade da equipe, mas, principalmente, por este ser um ano de eleição no Rubronegro.

Um comentário:

  1. O destaque infelizmente fica para o lado negativo: Brigas, ofensas e muita intolerância marcaram boa parte das finais. Futebol q é bom, nada!

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