terça-feira, 10 de abril de 2018

Festa no Olímpico de Roma e do faraônico Salah


Liverpool e Roma estão classificados à fase semifinal da Liga dos Campeões.

Assisti apenas aos melhores momentos, do embate no Olímpico de Roma, e vi que o Barcelona, com Iniesta, Messi e Suárez foi impedido de jogar, pelo forte esquema de marcação, imposto pelo Roma, bastante perspicaz no ataque.

O placar de 3 a 0, portanto, mesmo que aparentemente estarrecedor, foi justo, heroico e de empolgar a todos, inclusive aos rivais, casos de Juventus e Milan, que, num ato generoso, de raríssima humildade, cumprimentaram os romanos por esta vitória épica, via Twitter.

No outro confronto, entre Manchester City e Liverpool, no Etihad Stadium, o fator de desequilíbrio tem o nome de Mohamed Salah.

Antes que eu diga o porque do egípcio ser tão determinante, é importante ressaltar que a tarefa do City, diante dos Reds, era muito difícil.

Não digo impossível, pois, pela Premier League, no primeiro turno, as equipes se enfrentaram e deu Manchester City, por 5 a 0.

No entanto, algo tem chamado minha atenção no desempenho dos citizens, em especial nestes três últimos clássicos, contra Liverpool e Manchester United: a equipe de Pep Guardiola inicia a partida com total disposição para resolver a vida. 

Ataca, pressiona, tem mais posse de bola, não deixa o rival sequer pensar no como reagir ou se defender dessa rajada ofensiva.

Na etapa final, ao contrário do que se pode imaginar, essa disposição cai por terra e a equipe parece sofrer um apagão.

Continua ofensiva, diga-se, mas com certa lentidão, trocas de passes laterais e pouca objetividade.

No primeiro jogo, em Anfield, e, domingo, pela Premier League, diante do United, o City jogou assim.

Nas etapas finais desses jogos, os rivais cresceram, voltaram motivados e construíram o placar a seu favor.

Para o Manchester United, quem definiu tudo foi o francês Paul Pogba.

Já para os Reds... o egípcio Mohamed Salah.

Salah, que hoje é badalado, tratado com merecimento como um astro no futebol inglês, onde lidera a artilharia da Premier League, com 29 gols, mas que passou muita dificuldade, quando pequeno e sonhava jogar futebol, tendo Ronaldo, Francesco Totti e Zinedine Zidane como referências.

Aos 14 anos, quando assinou seu primeiro contrato, recebeu uma carta da escola em que estudava, que o autorizava a permanecer no local por apenas duas horas e, assim, não chegar atrasado aos treinos, após 4 horas e meia para ir e outras 4 horas e meia para voltar.

Hoje, sem precisar gastar longas horas para fazer o que ama, Salah mostra um faro de gol, uma frieza - como no gol que marcou nesta terça -, mas também é exemplo: houve, no Egito, um aumento na procura por clínicas que combatem as drogas, que superam os 400%, desde que o atacante dos Reds participou da campanha!

Eis um verdadeiro campeão na vida e nos campos de futebol, o faraônico Salah!

Um comentário:

  1. Por isso q o futebol é apaixonante.... Nos da o privilégio de ver viradas históricas como o Roma e a supremacia do Liverpool sobre o City nos dois jogos....

    ResponderExcluir