Liverpool e Roma estão classificados à fase semifinal da Liga dos Campeões.
Assisti apenas aos melhores momentos, do embate no Olímpico de Roma, e vi que o Barcelona, com Iniesta, Messi e Suárez foi impedido de jogar, pelo forte esquema de marcação, imposto pelo Roma, bastante perspicaz no ataque.
O placar de 3 a 0, portanto, mesmo que aparentemente estarrecedor, foi justo, heroico e de empolgar a todos, inclusive aos rivais, casos de Juventus e Milan, que, num ato generoso, de raríssima humildade, cumprimentaram os romanos por esta vitória épica, via Twitter.
No outro confronto, entre Manchester City e Liverpool, no Etihad Stadium, o fator de desequilíbrio tem o nome de Mohamed Salah.
Antes que eu diga o porque do egípcio ser tão determinante, é importante ressaltar que a tarefa do City, diante dos Reds, era muito difícil.
Não digo impossível, pois, pela Premier League, no primeiro turno, as equipes se enfrentaram e deu Manchester City, por 5 a 0.
No entanto, algo tem chamado minha atenção no desempenho dos citizens, em especial nestes três últimos clássicos, contra Liverpool e Manchester United: a equipe de Pep Guardiola inicia a partida com total disposição para resolver a vida.
Ataca, pressiona, tem mais posse de bola, não deixa o rival sequer pensar no como reagir ou se defender dessa rajada ofensiva.
Na etapa final, ao contrário do que se pode imaginar, essa disposição cai por terra e a equipe parece sofrer um apagão.
Continua ofensiva, diga-se, mas com certa lentidão, trocas de passes laterais e pouca objetividade.
No primeiro jogo, em Anfield, e, domingo, pela Premier League, diante do United, o City jogou assim.
Nas etapas finais desses jogos, os rivais cresceram, voltaram motivados e construíram o placar a seu favor.
Para o Manchester United, quem definiu tudo foi o francês Paul Pogba.
Já para os Reds... o egípcio Mohamed Salah.
Salah, que hoje é badalado, tratado com merecimento como um astro no futebol inglês, onde lidera a artilharia da Premier League, com 29 gols, mas que passou muita dificuldade, quando pequeno e sonhava jogar futebol, tendo Ronaldo, Francesco Totti e Zinedine Zidane como referências.
Aos 14 anos, quando assinou seu primeiro contrato, recebeu uma carta da escola em que estudava, que o autorizava a permanecer no local por apenas duas horas e, assim, não chegar atrasado aos treinos, após 4 horas e meia para ir e outras 4 horas e meia para voltar.
Hoje, sem precisar gastar longas horas para fazer o que ama, Salah mostra um faro de gol, uma frieza - como no gol que marcou nesta terça -, mas também é exemplo: houve, no Egito, um aumento na procura por clínicas que combatem as drogas, que superam os 400%, desde que o atacante dos Reds participou da campanha!
Eis um verdadeiro campeão na vida e nos campos de futebol, o faraônico Salah!