segunda-feira, 14 de maio de 2018

Uma convocação coerente e sem surpresas


A lista dos 23 jogadores que defenderão a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, foi revelada pelo técnico Tite, nesta tarde, numa coletiva à imprensa, na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

Após uma introdução sobre qual será o roteiro do escrete canário até o início da Copa, feita pelo Coordenador técnico, Edu Gaspar, Tite não perdeu tempo e, de cara, comunicou a todos os nomes escolhidos, após uma série de jogos e treinamentos acompanhados in loco e conversas específicas sobre o desempenho e condições dos que eram cotados às vagas.

Ao contrário de convocações realizadas em Copas passadas, desta vez não houve uma expectativa acentuada, nenhum dramalhão ou clima de indignação pela ausência de um ou outro jogador.

Foi tudo muito tranquilo, cordial, como numa roda de amigos que debatem o futebol.

Com a ausência de Daniel Alves, que se contundiu, gerou um clima de dúvida quanto ao nome do seu sucessor: Danilo, do Manchester City, ou Fagner, do Corinthians?

A lembrança de Taison também prolongou o debate, mas nada que fosse muito além.

Foram dúvidas para saciar uma possível curiosidade no que tange ao esquema de jogo, revezamento do plantel e não como se cobrasse uma satisfação por tal escolha.

Nomes como os de Vanderlei, do Santos, Luan e Arthur, do Grêmio, que não fazem parte da lista, são postos em pauta no noticiário esportivo, mas sem aquela acusação escrachada e direcionada ao técnico Tite.

Há respeito, equilíbrio e coerência.

Dentre os 23 jogadores que foram chamados, 15 fizeram parte da primeira convocação do atual treinador.

Se pararmos para analisar, toda essa sensatez destacada ao longo das Eliminatórias e amistosos, rendeu em bons frutos.

Conseguimos uma campanha que beirou a perfeição, com a classificação antecipada, e com folga, na primeira posição entre os rivais sulamericanos.

Agora, se os bons frutos serão saborosos ou não, saberemos apenas na Rússia!

Não temos grandes estrelas, além de Neymar.

Mas contamos com um elenco que sabe jogar um futebol de alto nível e rendimento técnico, com um comandante que sabe valer sua autoridade.

Isso nos trás tranquilidade e esperança de uma boa campanha na Copa.

Se voltaremos com a taça, é outra história.

O vital, agora, é jogar bola, com raça, determinação e vontade, como ocorre até então.

A taça, na atual conjuntura, apesar de importante, é um mero detalhe!

Um comentário:

  1. Achei coerente dentro q do o Tite fez durante sua passagem na seleção até esse momento... E obteve excelentes resultados... Fica até difícil contestar algum nome...

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