domingo, 22 de julho de 2018

Liderança preservada e os novos mercados da bola

Rubens Chiri/São Paulo - Gilvan de Souza/Flamengo
A 14a. rodada do Campeonato Brasileiro ainda não acabou. Falta o duelo entre Internacional e Ceará, no Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre.

Partida esta que não resultará em uma mudança drástica na tabela, principalmente no que tange à liderança, onde Flamengo e São Paulo continuam a lutar entre eles e mantém uma gordura para a próxima rodada, em comparação aos demais.

A grande decepção foi o Corinthians.

Não simplesmente pela derrota no clássico com o São Paulo, por se tratar de algo normal, aceitável, mas, pelo momento que o time alvinegro vive atualmente.

Desde a saída do técnico Fábio Carille que o Corinthians encara uma dificuldade sem tamanho definido.

Osmar Loss, o substituto, não é o culpado disto, diga-se.

O Corinthians investiu pesado na construção do Itaquerão e agora tenta por as contas em dia.

Sem receita o suficiente, fez um verdadeiro leilão, de modo a vender seus principais jogadores, casos de Balbuena, Sidicley, Maicon e, agora, Rodriguinho.

Por mais que os esperançosos de plantão venham com discursos prontos, que é a chance de conhecer e investir num novo mercado.

A verdade é que, nem sempre há projeção, condições para uma boa carreira, onde há dinheiro.

A China, a Arábia Saudita, assim como Japão e Egito contam com investidores fortíssimos, incomparáveis aos nossos, no aspecto financeiro.

É, portanto, o palco mais que adequado para enriquecer, garantir o pé de meia e o sustento de toda família.

Se o objetivo for, no entanto, o de ter mais visibilidade, para chegar à Seleção Brasileira ou chamar a atenção do futebol europeu, é mais que um tiro no pé.

E é isso que o Corinthians tem feito, desde a negociação que envolveu o atacante Jô, com o Nagoya Grampus, do Japão, ao final da temporada passada, quando ele foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro, ao lado de Henrique Dourado, e tinha a chance de ser convocado por Tite para a Copa do Mundo, na Rússia.

Que a crise tomou conta do nosso país e engoliu o futebol junto, é fato notório, mas, nem por isso temos de aceitar a primeira e mais pífia das propostas!

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