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| Rubens Chiri/São Paulo - Gilvan de Souza/Flamengo |
Partida esta que não resultará em uma mudança drástica na tabela, principalmente no que tange à liderança, onde Flamengo e São Paulo continuam a lutar entre eles e mantém uma gordura para a próxima rodada, em comparação aos demais.
A grande decepção foi o Corinthians.
Não simplesmente pela derrota no clássico com o São Paulo, por se tratar de algo normal, aceitável, mas, pelo momento que o time alvinegro vive atualmente.
Desde a saída do técnico Fábio Carille que o Corinthians encara uma dificuldade sem tamanho definido.
Osmar Loss, o substituto, não é o culpado disto, diga-se.
O Corinthians investiu pesado na construção do Itaquerão e agora tenta por as contas em dia.
Sem receita o suficiente, fez um verdadeiro leilão, de modo a vender seus principais jogadores, casos de Balbuena, Sidicley, Maicon e, agora, Rodriguinho.
Por mais que os esperançosos de plantão venham com discursos prontos, que é a chance de conhecer e investir num novo mercado.
A verdade é que, nem sempre há projeção, condições para uma boa carreira, onde há dinheiro.
A China, a Arábia Saudita, assim como Japão e Egito contam com investidores fortíssimos, incomparáveis aos nossos, no aspecto financeiro.
É, portanto, o palco mais que adequado para enriquecer, garantir o pé de meia e o sustento de toda família.
Se o objetivo for, no entanto, o de ter mais visibilidade, para chegar à Seleção Brasileira ou chamar a atenção do futebol europeu, é mais que um tiro no pé.
E é isso que o Corinthians tem feito, desde a negociação que envolveu o atacante Jô, com o Nagoya Grampus, do Japão, ao final da temporada passada, quando ele foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro, ao lado de Henrique Dourado, e tinha a chance de ser convocado por Tite para a Copa do Mundo, na Rússia.
Que a crise tomou conta do nosso país e engoliu o futebol junto, é fato notório, mas, nem por isso temos de aceitar a primeira e mais pífia das propostas!

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