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| Foto: Marcos Ribolli |
A briga no chamado G6, que garante vaga à Libertadores está bastante acirrada.
O vice-líder Internacional, soma 38 pontos, contra 37 do Flamengo e 36 do Grêmio.
Um pouco mais distantes, mas ainda com chance de lutar pela taça do Campeonato, estão Atlético-MG e Palmeiras, com 33 pontos.
Por mais que seja precoce qualquer tipo de comentário acertivo sobre quem será o vencedor nesta batalha com 38 rodadas, acredito que, destes seis, não fugirá o conquistador.
A outra realidade a ser evidenciada nestas singelas linhas tortas, mas retas, graças ao cursor do celular, é que do décimo ao último colocado, haverá uma intensa rixa para saber quem serão os rebaixados à Série B.
A diferença entre o América-MG, na metade da tabela, e o Vitória, que lidera a lista do Z4, é de apenas 3 pontos: 22 a 19.
O Paraná Clube é o lanterna, com 14 pontos apenas, em 11 derrotas, 5 empates e 3 vitórias.
Ao longo das 19 rodadas, muitos técnicos entregaram o boné e jogadores foram negociados durante a janela europeia.
Situação esta que impediu uma continuidade no trabalho e causou uma instabilidade, também resultado dos inúmeros jogos em até três competições ao mesmo tempo.
☆☆☆
O nível técnico está muito aquém do esperado.
Quando a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 82, foi derrotada pela Itália, de Paolo Rossi, foi empregada uma cultura do futebol de resultados, sem o jogar bonito.
Em 90, na Itália, com o início da Era Dunga, vimos o quanto essa ideia não era a mais apropriada, para um país que contara com gênios da raça como o Rei Pelé e Mané Garrincha.
Hoje, Pep Guardiola, técnico do Manchester City, que já comandou o Barcelona e o Bayern München, apresenta um novo estilo, no qual a equipe tem maior posse de bola e alcança os resultados desejados, com uma margem grande de sucesso.
No Brasil, essa tática não é plena.
Há quem invista no domínio campal, na posse de bola, porém, não de modo que o ataque seja o objetivo.
São feitas apostas em sistemas defensivos, retrancas absolutas e uma covardia que poda toda esperança existente de criatividade, ousadia.
Vivemos, por estas e outras, um Campeonato Brasileiro que é nivelado por baixo e sobrevive por alguns poucos lampejos de sobriedade tática e técnica.
Tomara que, um dia, isso mude!

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