sábado, 8 de setembro de 2018

Capitão Neymar

Brad Penner-USA TODAY Sports / Reuters 
Não fiz menção e nem farei à parte técnica ou tática do amistoso de ontem, entre Estados Unidos e Brasil, em Nova Jersey, vencido pelo escrete canário por 2 a 0.

Foi, por assim dizer, uma partida exibição, na qual o foco em questão era o de fazer que alguns dos atletas convocados por Tite fossem ainda mais valorizados e, assim, negociados com os mercados europeu, chinês ou árabe.

Foi, também, um duelo para efetivar Neymar como único e inquestionável - aos olhos de Tite - capitão da Seleção Brasileira, que iniciará um trabalho voltado, inicialmente, à Copa América.


No momento, e com base no que ocorreu na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, não acredito que seja uma atitude certeira a de colocar o atual camisa 10 com a braçadeira que, um dia, já foi usada por Bellini, Mauro, Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafú.

Neymar não é aquele cara que chama a responsabilidade de um grupo pra si, que se impõe, dá a cara a tapa para defender um colega de equipe ou um trabalho que é desenvolvido e precisa de um tempo a mais para fluir, dar resultado.

É um craque, o camisa 10, um dos mais habilidosos na atual geração, mas, que precisa amadurecer, ganhar mais casca, e se cercar de pessoas que o ajudem nesse novo e importante processo.

Ele ainda é novo, tem 26 anos apenas. Tem tempo para se munir com uma armadura que o protegerá e fará que ele conquiste o que ainda lhe falta e não depende de dribles, gols e gingado nas quatro linhas.

Tite pode até ter uma boa intenção ao promover Neymar como o seu homem de confiança.

Seria interessante, no entanto, que o craque do PSG conversasse com alguns dos que já tiveram tal compromisso.

Cafú seria uma bela alternativa.

Mas, como já destaquei antes, Neymar não tem um perfil de capitão.

E isso não lhe faz nem mais, nem menos importante que ninguém!

Para melhor ilustrar a situação, vale lembrar que Pelé, que é o Rei do Futebol, não foi capitão na Seleção Brasileira, e nem no Santos.

Neymar precisa é de ajuda, não de braçadeira.

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