quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Cruzeiro é garfado em jogo que o Boca venceu por 2 a 0

Demian Alday / Getty Images
O jogo mais aguardado desta quarta-feira, sem dúvida alguma foi o entre Boca Júniors e Cruzeiro, pelas Quartas-de-Final da Libertadores.

Sempre que há grande expectativa, a chance de frustração pode ser grande.

A La Bombonera estava lotada, repleta em azul e amarelo.

O Boca, a princípio, tratou de administrar, tentar envolver o Cruzeiro, que arriscava, mas não chegava com eficácia ao gol xeneize.

Durante todo o primeiro tempo, os goleiros não foram exigidos.

No lance do primeiro gol argentino, de Zárate, aos 36 minutos, não houve chance para Fábio, que tentou se antecipar à jogada, mas foi vencido.

Já na etapa final, o Cruzeiro continuou a encontrar dificuldade para superar a marcação do Boca.

Thiago Neves, que vive numa gangorra, com muito mais baixos do que altos, foi substituído por Rafael Sóbis, que praticamente não jogou.

Aos 75 minutos, o momento mais polêmico: Dedé dividiu, de cabeça, a bola com o goleiro Andrada, que quebrou um dente e sangrou a boca.

Apesar da imagem assustadora, pelo choque, não há como dizer categoricamente que o zagueiro cruzeirense teve a intenção de atingir o goleiro xeneize.

O árbitro paraguaio, Eber Aquino, usou do recurso do VAR (Árbitro de vídeo) para verificar o lance e, após a consulta, expulsou Dedé de campo.

Vi e revi o lance, por várias vezes e por diferentes ângulos.

Trata-se de um lance acidental, de jogo, que, eventualmente pode acontecer, e não fica evidente qualquer espécie de maldade ou coisa do gênero, que justifique a postura do árbitro paraguaio.

Mano Menezes, então tirou Barcos e colocou Raniel e, depois, chamou Manoel para o lugar de Rafinha.

Não adiantou muita coisa.

Copeiro como é, o Boca, já com Tévez em campo, decretou os 2 a 0, com o gol de Pablo Pérez, eleito o melhor jogador em campo.

Agora, para que o Cruzeiro ainda sonhe com a classificação à próxima fase, terá de vencer o Boca, no Mineirão, no dia 4 de outubro, por 2 a 0.

Situação muito difícil, mas não impossível.

A Raposa, é verdade, não terá Dedé, fundamental na zaga, mas contará com Arrascaeta, essencial no ataque.

Tudo pode acontecer!

Diário Olé

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