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Tudo porquê Coronel Nunes - novo mandatário da CBF, eleito às pressas, com o aval de Marco Polo Del Nero - preferiu a candidatura de Marrocos, para a total decepção do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que nomeou o ocorrido como uma grande "traição".
De lá pra cá foi dado o pontapé inicial a um descaso, uma má vontade da entidade Sul-Americana com o futebol brasileiro, na Copa Sul-Americana e, em especial, na Libertadores.
Casos recentes, como a punição ao Santos, que escalou o meia Carlos Sánchez de modo irregular, foi julgado e notificado da sentença há nove horas do jogo decisivo com o Independiente, da Argentina, no Pacaembu; além da injusta expulsão - com auxílio do VAR - do zagueiro Dedé, do Cruzeiro, contra o Boca Júniors, na La Bombonera, em Buenos Aires, são exemplos mais que notórios.
O presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá foi à Conmebol cobrar um posicionamento de Domínguez, da mesma forma que Rogério Caboclo, que assumirá a CBF em 2019, mas, por intermédio de uma carta, que cita um "erro grave de arbitragem".
Não creio que haverá alguma reversão quanto ao cartão vermelho exibido a Dedé, pelo árbitro paraguaio Eber Aquino, do mesmo modo que, acredito, nenhuma carta ou manifesto criará alarde.
Alianças políticas, interesses de entidades são assim.
Prevalecem eles, ao invés do futebol, que é de fato, o que mais importa.
Lamentável!

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