sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Dorival Júnior assume o Flamengo em meio à rejeição e crise política

Bruno Ulivieri / Raw Image / Estadão Conteúdo
Maurício Barbieri não é mais o técnico do Flamengo.

A eliminação do Rubronegro, para o Corinthians, na Copa do Brasil, foi a gota d'água que faltava para fazer transbordar o copo, apesar de haver quem creia que o transbordar não ocorre pela última, mas pela primeira que cai no recipiente.

O Diretor de Futebol do clube, Marcelo Lomba, anunciou Dorival Júnior como novo treinador, até o mês de dezembro.

Sinceramente, não entendo como a melhor opção, até porque, não é segredo que o Flamengo deseja, mesmo, é Abel Braga, que só não foi contratado pelo fato dele se negar a aceitar qualquer convite até o fim deste ano.

Fora isso, há também uma instabilidade no meio político, em que o presidente Bandeira de Mello contrata o 14o. treinador em 6 anos de gestão e já teve considerada a possibilidade de impeachment, por usar o Flamengo em campanhas eleitorais.

Além disso, não vejo Dorival Júnior como alguém que motiva e puxa as rédias de um clube, aquele que detém todo o controle e sabe cobrar para atingir bons resultados.

Ele é, sim, um técnico de resultados, que trabalha o grupo como um todo e sabe fazer com que algo fracassado deixe de ser para ocupar uma posição de destaque e sem risco.

Para o Flamengo, no entanto é necessário algo a mais.

A única justificativa que encontro para a chegada de Dorival, e por pouco tempo, é um futuro e prolongado contrato com Abel Braga a partir de janeiro de 2019, para dar continuidade a um chamado resgate da moral Rubronegra e estabelecer um plano eficaz rumo aos títulos.

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