sábado, 29 de setembro de 2018

Sócios decidem o futuro de José Carlos Peres no Santos

Marcos Ribolli
Neste sábado, dia 29, das 10h às 18h acontecerá uma Assembléia Geral na Vila Belmiro, na qual serão votados dois pedidos de impeachment contra o presidente do Santos, José Carlos Peres, de acordo com o informado por Marcelo Teixeira, responsável pelo Conselho Deliberativo.

As acusações contra o atual mandatário da equipe praiana são dele ser sócio de uma empresa de agenciamento de jogadores e a de ter publicado uma portaria na qual decreta que toda contratação feita pelo Santos deve ser efetivada apenas por decisão dele, sem que haja consulta ao Comitê de Gestão, principal órgão administrativo do Peixe.

De acordo com o que reza o estatuto do Santos, ambas as situações são ilegais e, por isso, deixa em aberto a possibilidade de votação pelo impeachment, que contará com a participação dos sócios que estão em dia com o Santos, dentre os quais aparecem Pelé e Neymar.

Sobre a questão de ser sócio e não estar em dívida, atraso com o clube, foi veiculado pelo Globoesporte.com que o empresário de jogadores, Henrique de Oliveira, pagou os débitos de cinco sócios santistas, com a orientação que estes votassem pelo impeachment.

Impeachment, palavra originária do inglês, que significa impedimento, impugnação e passou a ser bastante popular no nosso dia a dia, desde o Governo Fernando Collor de Mello, que foiesquecida, mas não muito, e reeditada com Dilma Rousseff.

Tenho minhas dúvidas se este é o melhor modo para moralizar, edificar algo.

O Impeachment em si é a derrocada, a falência anunciada da confiança de um grupo, uma sociedade em seu representante governamental.

É o mesmo que tirar um elo da corrente que está podre, mas manter os que foram contaminados e podem corroer com o tempo. Deste modo, ele é inútil. As chances de continuidade aos equívocos são latentes.

Se é para tirar o cabeça, que tire o corpo todo e seja realizada uma nova eleição em que os que estão lá, no poder, não possam se reeleger, continuar.

As federações, a CBF não mudam o plano de ação, o modo falido de administrar o nosso futebol, por ter seus representantes enraizados.

Não estou a favor de José Carlos Peres, nem contra.

Os sócios que decidam o futuro dele.

Mas, se tiver de sair, que não saia apenas ele! Os elos que estão ligados a ele, que fazem parte da gestão, devem acompanhá-lo também.

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