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Antes da Copa do Mundo, com a chegada de Neymar à equipe parisiense, muito foi falado sobre uma precipitação, que o então jogador do Barcelona não tinha ainda condições para ser o grande responsável por um time de alto nível, como é o PSG.
As discussões, em campo, para saber quem seria o cobrador de pênalti oficial deu margem a uma avaliação que ia desde a falta de comando do técnico Unai Emery - hoje no Arsenal - até a ausência de maturidade e traquejo por parte do meia-atacante brasileiro, que tinha acabado de chegar ao clube francês.
A Copa, na Rússia, teve início e fim com um Neymar que foi questionado pela imprensa no mundo todo, pela fama de cai-cai, e com a França, de Mbappé, que ergueu a tão cobiçada e suntuosa taça de ouro.
De volta ao solo francês, e com dois campeões do Mundo no elenco, o PSG iniciou a atual temporada com um Neymar convidado a mudar sua postura e, por isso, mais focado, e um Mbappé radiante, não apenas pela conquista na Rússia, mas também por ter sido a revelação da Copa.
Hoje, o que vemos, é um PSG, sob o comando técnico do alemão Thomas Tuchel (ex-Borússia Dortmund), com um Neymar diferente, mais disposto ao diálogo e ao trabalho em equipe; um Mbappé discreto, mas participativo e um Cavani cada dia mais ídolo.
O resultado disso, no Campeonato Francês, é espetacular. Em 10 rodadas soma 10 vitórias, com 37 gols a favor e apenas 6 contra.
Gianluigi Buffon, campeão do mundo com a Itália, em 2006, na Alemanha, não participa de todos os jogos e, de vez em quando, aparece como opção de luxo no banco de reservas.
Ainda com todo esse repertório, na Liga dos Campeões, em que está em um dos grupos da morte, ao lado do Napoli, Liverpool e Estrela Vermelha, a vida não é das mais belas: a equipe parisiense perdeu para o Liverpool (f) por 3 a 2, goleou o Estrela Vermelha (c) por 6 a 1 e empatou com o Napoli (c) em 2 a 2.
Por mais que faltem 3 rodadas da fase de grupos, há a possibilidade de, por uma combinação de resultados, que o PSG seja eliminado ainda na primeira fase.
Contra os patrícios ou equipes mais fracas, não há problema, mas Tuchel precisará achar - e logo - a solução para que o maior da França não seja uma presa fácil diante de um grande clube da Itália, Espanha, Inglaterra ou da Alemanha.
Caso contrário, um vexame histórico estará para acontecer na bela Paris, testemunhado pelo Louvre e a inquestionável Torre Eiffel.

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