domingo, 14 de outubro de 2018

A surpreendente crise no futebol alemão

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Confesso estar perplexo, muito surpreso, mesmo, com o atual mau momento vivido pelo futebol alemão.

Quando na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, lembro de vislumbrar uma tenra paixão de toda uma nação, que venceu preconceitos, ideologias ultrapassadas, que os faziam parecer frios, intolerantes e nada hospitaleiros.

O mundo viu que essa ideia não condizia com a realidade atual de uma Alemanha, sob a batuta de um Franz Beckenbauer, que cuidava de tudo nos bastidores, para que a organização da Copa fosse impecável, como de fato foi.

Dentro de campo, a Alemanha iniciava o planejamento e apresentação de uma nova geração, sob o comando de Jürgen Klinsmann, auxiliado por Joachim Löw, que foi eliminada nas semifinais, contra a Itália, em um confronto decidido na prorrogação, com dois gols de Alessandro Del Piero, no segundo tempo.

Em 2010, na África do Sul, esse trabalho teve continuidade, mas sem uma cobrança específica no referente ao título, com Joachim Löw no comando técnico.

Já no Brasil, em 2014, veio a consolidação de um trabalho muito bem feito, estruturado e responsável, que foi encerrado com o Tetracampeonato, diante da Argentina, após eliminar a Seleção Brasileira, de Luiz Felipe Scolari, com um atordoante 7 a 1 no Mineirão.

Na Rússia, este ano, a boa fase não teve continuidade. A Alemanha foi eliminada ainda na primeira fase, de modo melancólico, num grupo que contava também com México, Coréia do Sul e Suécia.

Perdeu para os mexicanos, por 1 a 0, e para os sul-coreanos, 2 a 0. Ganhou apenas dos suecos, 2 a 1, com um golaço de Toni Kroos nos acréscimos.

Na Liga das Nações, que é uma espécie de torneio amistoso para fazer uso das Datas Fifa, empatou em 0 a 0 com a França, atual campeã do mundo, o que não é algo que preocupe ou constranja, e perdeu para a Holanda - que não esteve na Copa -, ontem, por 3 a 0.

É evidente que um trabalho, por mais que se aproxime da perfeição, está sujeito a falhas, maus momentos e não é eterno em nada.

Talvez tenha chegado o tempo de uma reformulação, seja no elenco, na comissão técnica, mas que possa, também, ser estendida aos clubes, como, por exemplo, o Bayern München, que conquistou tudo nos últimos anos e, hoje, amarga um 6o. lugar no Campeonato Alemão.

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