terça-feira, 30 de outubro de 2018

Com VAR, River na final!

Antonio Lacerda - EFE
Para a grande decisão à finalíssima da Libertadores, entre Grêmio e River Plate, em Porto Alegre, as atenções estavam voltadas aos técnicos Renato Portaluppi e Marcelo Gallardo.

Isso porquê o Tricolor Gaúcho teve de improvisar na formação da zaga, com Pedro Geromel e Paulo Miranda - que atuam no mesmo lado -, para fortalecer o combate pelo alto, uma vez que o argentino Kanemann, suspenso, não pode jogar.

Éverton Cebolinha, por sua vez, foi liberado pelo Departamento Médico, mas, por uma questão de cuidado, para não o expor a uma nova lesão, foi relacionado para o banco de reservas.

Quanto ao River, deixou o artilheiro Ignacio Scocco no banco, para apostar em Lucas Pratto, justamente nas jogadas aéreas.

Quando a bola rolou, o Grêmio teve muita dificuldade para lidar com a constituição da zaga, ao ponto de Geromel apontar a Renato Portaluppi que havia erro.

Com o tempo, mesmo sem alterações, essas falhas foram corrigidas, seja pelo próprio Geromel ou pelo bom posicionamento de Marcelo Grohe, que realizou importantes defesas e, também, contou com a sorte, em lances como no chute de fora da área, dado por Palácios, que passou rente à trave.

Leonardo Ponzio, capitão do River, que completara 300 jogos pelo clube, pediu para sair, por contusão. Para o lugar dele entrou Enzo Pérez.

E quando tudo parecia caminhar para um placar sem gols na primeira etapa, eis que Léo Gomes, num chute de fora da área, venceu o goleiro Armani, para a euforia da Arena Grêmio, que festejou, e muito, o 1 a 0, que estabelecia os 2 a 0 no placar agregado.

No segundo tempo, os treinadores de Grêmio e River optaram pelo reforço nos respectivos ataques, ao colocarem Éverton Cebolinha e Scocco.

Depois de um mês afastado, para se recuperar de uma lesão, o atacante gremista voltou como se nem tivesse parado, com raça, disposição e muita vontade de dar trabalho à zaga Argentina.

Gol, de fato, quem fez foi o River, com Borré, aos 82 minutos.

O 1 a 1 ainda dava a classificação ao Grêmio.

Bressan, que entrou no lugar de Paulo Miranda e dividiu bola com Scocco, num lance difícil de ser analisado a olho nu.

O árbitro uruguaio Andrés Cunha, consultou o VAR, assinalou o pênalti e expulsou Bressan, aos 88 minutos; pois, segundo ele, o zagueiro do Tricolor Gaúcho tocou na bola com a mão, dentro da área.

Depois de 10 minutos de paralisação e protestos, o jogo recomeçou em clima de indignação e fúria.

Gonzalo Martínez cobrou a penalidade e fez 2 a 1 para o clube argentino.

E o River quase fez o terceiro, pouco tempo depois.

Com os 2 a 1 na Arena Grêmio, o River Plate se classificou para a final da Libertadores.

Agora, é esperar por Boca Júniors ou Palmeiras.

Convenhamos, está mais para final Argentina.

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