sábado, 24 de novembro de 2018

Para envergonhar argentinos e Sul-americanos

FOX Sports
A final da Libertadores, entre River Plate e Boca Júniors, no Monumental de Nuñez, era para ser uma daquelas para marcar época, deixar na memória dos torcedores os gols, a ousadia e a criatividade de quem joga um futebol de classe, com raça.

Tudo estava preparado para o Superclássico.

A expectativa era gigantesca até que o ônibus do Boca Júniors se aproximou do estádio, em Buenos Aires, e foi apedrejado por um grupo de torcedores do River.

Pedras, paus e garrafas foram arremessadas.

A polícia respondeu aos ataques com gás de pimenta e lacrimogêneo.

Na chegada dos jogadores ao estádio, muitos reclamavam de ferimentos ocasionados pelas janelas quebradas, enquanto outros sentiam o efeito do gás de pimenta, com a secura da garganta, ardência nos olhos e, em alguns casos, ânsia de vômito.

Segundo apurou a equipe da FOX Sports, esses sintomas poderiam desaparecer num período entre 18 e 32 horas.

O presidente do Boca, Daniel Angelici, então, iniciou um movimento para que o clássico argentino fosse adiado, devido ao cenário totalmente desfavorável.

Foram realizadas reuniões e mais reuniões, entre os presidentes de Boca e River (Rodolfo D'Onofrio), o representante da Conmebol, Alejandro Domínguez, e, mais tarde, o mandatário da Fifa, Gianni Infantino.

Depois de muita indefinição e alarmes falsos aos mais de 60 mil torcedores no Monumental de Nuñez, informaram que haveria partida, mas, com uma hora de atraso.

Quando tudo parecia estar pronto, Daniel Angelici veio a público para comunicar que o jogo foi adiado para amanhã, dia 25, às 18h, do horário de Brasília, fato que resultou em uma estrondosa e indignada vaia de pessoas que ficaram por longas horas nas arquibancadas, mas não assistiram ao grande espetáculo.

Enquanto escrevia este artigo, o repórter Mendel Bydlowski, da ESPN Brasil, comunicou que a prefeitura de Buenos Aires, em razão dos acontecimentos, interditou o campo do River, o que impediria de realizar o confronto decisivo neste domingo.

O River entrará com recurso.

E a Conmebol escreve mais uma página a ser esquecida pelos amantes do bom futebol na América do Sul.

Que lástima!

Um comentário:

  1. Infelizmente os sulamericanos precisam aprender e muito com os europeus e até mesmo com os norte americanos que primam por ordem e organização em qualquer tipo de evento público. Mais uma vez o efervescente sangue latino, misturado com o fanatismo incoerente e criminoso foram os autores e tomaram o lugar do evento. As autoridades são também responsáveis por isso. Porrete, bombas de gás, torcida única já não estão resolvendo o problema desses baderneiros e inconsequentes. Lamentável! Nessa hora vemos o quanto os dirigentes máximos do futebol sulamericano se omitem e saem de cena. Vergonhoso! FM

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