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| Agência Brasil - EBC |
No dia 5 de fevereiro deste ano foi realizada uma reunião, no Rio de Janeiro, para definir - ou não - a implantação do VAR na atual edição do Campeonato Brasileiro.
Na ocasião, 12 dos 20 clubes que compõem a Série A votaram contra o uso da tecnologia, já adotada em competições de alto nível, como a NBA e a NFL.
Na Copa do Mundo, na Rússia, a arbitragem de vídeo causou polêmica.
Houve quem afirmasse que as partidas seriam interrompidas com maior frequência e o futebol em campo ficaria mais monótono por isso. Com o tempo, porém, vimos que isso não ocorre.
Os únicos que se posicionaram a favor do VAR - que a CBF não quis assumir a responsabilidade dos gastos, na condição de organizadora do evento, e os repassou aos clubes - foram Flamengo, Chapecoense, Internacional, Botafogo, Palmeiras, Bahia e Grêmio.
Na Libertadores e na Copa do Brasil o VAR foi usado.
Na maioria dos lances mais difíceis de serem analisados a olho nu a arbitragem recorreu ao auxílio do VAR e conseguiu solucionar a dúvida do momento.
Se houve justiça na interpretação do árbitro do jogo, é algo que se pode questionar, como, por exemplo, naquele lance da expulsão do zagueiro Dedé, do Cruzeiro, contra o Boca Júniors, na La Bombonera.
Lance este que a Conmebol teve de intervir a favor do cruzeirense, por se tratar de algo que até o próprio Boca Júniors admitiu não ter razão para exibir o cartão vermelho.
Ontem, no Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre, o Internacional enfrentou e derrotou o Atlético-PR por 2 a 1, com um gol de pênalti, convertido por D'Alessandro, já nos acréscimos.
Assisti por várias vezes o lance. Márcio Azevedo, do Furacão, definitivamente não toca no atacante Rossi, que se atira ao chão.
Era o típico lance a ser solucionado com o VAR.
Entretanto, a equipe paranaense, treinada por Tiago Nunes, que protestou e afirmou categoricamente, durante a coletiva, que o time dele é um dos mais prejudicados do Brasil, foi uma das que reprovou a ideia do VAR.
Entretanto, a equipe paranaense, treinada por Tiago Nunes, que protestou e afirmou categoricamente, durante a coletiva, que o time dele é um dos mais prejudicados do Brasil, foi uma das que reprovou a ideia do VAR.
Dentre os comentários prós e contra o VAR, que ouvi até aqui, o mais sensato foi do jornalista André Kfouri, da ESPN Brasil, que declarou que devemos, fazer um apanhado das situações em que a tecnologia foi usada, não como erros crassos, incorrigíveis, mas para aprimorar à próxima temporada, até que ela não seja uma ferramenta falha, mas de grande valia.
Outra coisa: deve haver mais transparência no momento da decisão do árbitro do jogo. Por que não levar ao conhecimento do público as imagens, em seus mais diversos ângulos, o áudio da conversa do árbitro?
São métodos mais que necessários para que não haja fraude ou dúvidas sem respostas.

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