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| Arte: Toque de classe |
Julgar o desempenho do técnico de uma equipe, com o calendário que temos, as dificuldades para manter um time de alto nível e uma regularidade, com bons resultados, é muito difícil.
Vencer as janelas de negociações do futebol europeu, então, é algo que beira o impossível.
Hoje, em conversa com meu amigo Fábio Monteiro, pudemos chegar à conclusão que jovens valores do nosso futebol, a tão rejeitada base, que propicia a construção de times sólidos, bem estruturados, tática e técnicamente, são exportados, como pé-de-obra, o que empobrece o tão amado esporte bretão.
O Real Madrid, apenas para servir como ilustração do que está escrito acima, levou Vinícius Júnior, do Flamengo, com 18 anos completados recentemente. Outro nome que interessa ao clube madridista é o do argentino Exequiel Palácios, de 20 anos, do River Plate, que está na final da Libertadores contra o arquirrival Boca Júniors.
Essa situação, para ficar bem claro, ocorre não somente pelo baixo poder aquisitivo dos clubes - seja no Brasil ou na Argentina -, atolados em dívidas, pressionados por empresários, familiares e, por último, pelo atleta que deseja fazer um pé de meia e, para isso, aceita jogar no mundo árabe, na China, onde há muito dinheiro, mas pouca visibilidade no que tange à Seleção Brasileira e à Copa do Mundo.
Essa situação, para ficar bem claro, ocorre não somente pelo baixo poder aquisitivo dos clubes - seja no Brasil ou na Argentina -, atolados em dívidas, pressionados por empresários, familiares e, por último, pelo atleta que deseja fazer um pé de meia e, para isso, aceita jogar no mundo árabe, na China, onde há muito dinheiro, mas pouca visibilidade no que tange à Seleção Brasileira e à Copa do Mundo.
Outra coisa: aqui, no Brasil, não há a cultura de um treinador ser mantido no clube, aconteça o que acontecer.
Casos como os de Renato Gaúcho e Mano Menezes, que iniciaram a temporada no Grêmio e no Cruzeiro, respectivamente, e continuam neles, é uma raridade nos tempos atuais.
O único que conseguiu manter a base do grupo e o ajeitou com o tempo, mas sem investir em reforços badalados, foi o Internacional, de Odair Hellmann, que veio da Série B e luta pelo título do Brasileiro, com Palmeiras e Flamengo, mais próximos na pontuação.
O Palmeiras, da Crefisa, conta com o estrategista Felipão, que contorna às duras penas o lado emocional do time alviverde e tem tudo para erguer a taça, antes mesmo da 38a. rodada.
Tite, o técnico da Seleção Brasileira, mesmo com todas as lambanças realizadas nas últimas convocações, é aquele que, para mim, tem condições de iniciar e terminar um bom trabalho, ao superar crises e dar norte, um rumo ao time em questão.
Não temos aqui nenhum Pep Guardiola, Jürgen Klopp, Alex Ferguson ou Zinedine Zidane. E isso só é assim por falta de reciclagem, vontade de renovar, aprender novas táticas, técnicas e aceitar passivamente o domínio da cartolagem e o monopólio da tevê.

Bela análise
ResponderExcluirO futebol brasileiro precisa voltar a crescer dentro e fora de campo. Com humidade para entender o momento econômico e técnico; com todos falando a mesma língua fora de campo. F.M
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