quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Vamos às compras?

Super Gentil
Fim de ano é tempo para planejar um novo ano, preferencialmente vitorioso para nós, amantes do futebol, e aos clubes em todo o mundo.

Nós, reles mortais, que sofremos e festejamos ao longo de uma temporada, pelo desempenho do time do coração, ficamos em êxtase com o depósito das parcelas do 13o. salário e clamamos por uma Black Friday de verdade, sem fraudes, para gastar, mas poupar o tão suado dinheirinho que servirá para pagar os impostos em janeiro e cometer uma ou outra estravagância, com moderação.

No meio mercadológico, comandado por dirigentes e empresários, rotulados como especialistas em negócios, a vida não é muito diferente.

Não é todo clube que conta com um Papai Noel do porte da Crefisa ou pertencente ao mundo árabe, que pode ir às compras sem a preocupação de consultar os preços em estabelecimentos diferenciados, para ver qual a melhor oferta e produto.

Muitas destas agremiações possuem dívidas ou acertos de contas pendentes, que exigem uma atenção redobrada ao onde ir e gastar.

Quanto ao 13o., há Estados da Federação que realizam reuniões e mais reuniões, para dizer que farão algo, mas somente avisam que o pagamento será feito em suaves parcelas, em período não definido.

Com isso, estes clubes e cidadãos, não arriscam suas finanças em loucuras mercadológicas, por não ter como investir e não ter a certeza de uma recuperação imediata.

O futebol brasileiro é reflexo da realidade social, econômica e política do nosso País. Não há como separar um do outro.

Enquanto a ganância, a falta de planejamento e as ilusórias promessas de mudança prevalecerem, continuaremos neste marasmo, sem dinheiro, com a sociedade em crise - em todas as esferas -, com um fiasco de esperança.

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