![]() |
| Super Gentil |
Nós, reles mortais, que sofremos e festejamos ao longo de uma temporada, pelo desempenho do time do coração, ficamos em êxtase com o depósito das parcelas do 13o. salário e clamamos por uma Black Friday de verdade, sem fraudes, para gastar, mas poupar o tão suado dinheirinho que servirá para pagar os impostos em janeiro e cometer uma ou outra estravagância, com moderação.
No meio mercadológico, comandado por dirigentes e empresários, rotulados como especialistas em negócios, a vida não é muito diferente.
Não é todo clube que conta com um Papai Noel do porte da Crefisa ou pertencente ao mundo árabe, que pode ir às compras sem a preocupação de consultar os preços em estabelecimentos diferenciados, para ver qual a melhor oferta e produto.
Muitas destas agremiações possuem dívidas ou acertos de contas pendentes, que exigem uma atenção redobrada ao onde ir e gastar.
Quanto ao 13o., há Estados da Federação que realizam reuniões e mais reuniões, para dizer que farão algo, mas somente avisam que o pagamento será feito em suaves parcelas, em período não definido.
Com isso, estes clubes e cidadãos, não arriscam suas finanças em loucuras mercadológicas, por não ter como investir e não ter a certeza de uma recuperação imediata.
O futebol brasileiro é reflexo da realidade social, econômica e política do nosso País. Não há como separar um do outro.
Enquanto a ganância, a falta de planejamento e as ilusórias promessas de mudança prevalecerem, continuaremos neste marasmo, sem dinheiro, com a sociedade em crise - em todas as esferas -, com um fiasco de esperança.

Nenhum comentário:
Postar um comentário