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Situação mais que compreensível, a julgar a campanha com muitos altos e baixos, na Premier League e na Liga dos Campeões, além de algumas dificuldades de relacionamento à parte.
Há quem diga que a derrota no domingo, para o Liverpool, por 3 a 1, foi determinante para o adeus do técnico português, mas, prefiro acreditar na ideia que o transbordar da água no copo não acontece pela última gota, mas a primeira.
Mourinho não é alguém de fácil trato. Ele pode usar e abusar de simpatia em algumas situações, como demonstrar secura e uma certa intolerância em outras.
É, certamente, um profissional talentoso, que busca a perfeição, porém possui um certo conservadorismo, que o impede de ser mais agressivo taticamente, de modo a optar pelo futebol mais retrancado, previsível, do que por algo mais ousado e criativo, que valorize ainda mais o elenco que tem em mãos.
Hoje, pela manhã, o clube inglês anunciou que, a partir de agora, até o término da temporada 2018/19, o sucessor de Mourinho será o ex-jogador norueguês, Solskjaer - que defendeu os Reds Devils de 1996 a 2007 -, mas como interino.
O grande favorito para ser o treinador efetivo do clube é o francês Zinedine Zidane, Tricampeão da Liga dos Campeões com o Real Madrid, à época, de Cristiano Ronaldo.
Pelo divulgado no periódico AS, da Espanha, a negociação tem tudo para dar certo, pois Zidane manifestou interesse de iniciar um novo trabalho somente ano que vem, para montar um time com a sua cara.
Será também, ao meu ver, um desafio importantíssimo para Zidane se firmar como o membro master de uma nova e vitoriosa safra de treinadores.
É evidente que o Tricampeonato da Champions League, pelo Real, o credencia, e muito, entretanto, o francês terá a oportunidade de realizar seu trabalho em um campo diferente, ainda não desbravado, distante daquela zona de conforto, formada por um eixo constituído por França, Itália e Espanha, no qual atuou como jogador.

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