terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O Brasil do 'Alzheimer cotidiano'

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Li há pouco o artigo "Uma ruína chamada Brasil", assinado pelo grande Clóvis Rossi, da Folha de S.Paulo, em que são citadas algumas das muitas agruras das quais, infelizmente, somos testemunhas.

Como alguém que organiza e apresenta um histórico de fatos recentes, Rossi cita a queda das barragens em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os problemas arquitetônicos nos viadutos em São Paulo e as memórias consumidas pelo fogo, no Museu Nacional, do Rio de Janeiro.

Ao deparar com essas trágicas lembranças, recordei de mais duas: a motorista de ônibus, que morreu esmagada, pela queda de um viaduto na avenida Pedro I, em Belo Horizonte, e a queda das barragens, também em Minas, na cidade de Mariana.

Não é de hoje que o brasileiro tem a "cultura" de se dedicar a saber do 'hoje' e dar as costas para o que ocorreu ontem. Políticos, artistas, o mercado publicitário se agitam, criam campanhas, mobilizam céus e mares. Lembra do 'vem pra rua você também'?

Dou o prazo de um mês, no máximo dois, para que a queda das barragens caia no esquecimento das grandes mídias, que alimentam a população mundial, devido ao uso exacerbado da internet em uma gama de redes sociais.

É em razão desse 'Alzheimer cotidiano', devido a um bombardeio regado a informações fidedignas, mas também com fake-news, que as soluções dos problemas não são mais discutidas e os culpados permanecem distantes de qualquer julgamento.

Por falar nisso: Alguém lembra de Marielle Franco?

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