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| HTE Sports |
Eis o comentário: "Os Estaduais não são um lixo. Eles 'estão' um lixo. Hoje eles são problema para todo mundo. Desse jeito, não servem pra grandes nem pequenos nem TV nem patrocinadores. Ainda há tempo de arrumar. Só que não por quem 'cuida' deles há tantos anos".
No artigo, Júlio Gomes defende a existência da competição, com o argumento que ele possibilita empregos e desenvolvimento à região, o que é verdade, apesar disso ocorrer em um período limitado, sem perspectiva de continuidade. Exatamente por isso, não atrai o interesse do grande clube, tampouco permite alguma esperança aos pequenos.
O "estar um lixo" é tão somente pelo baixo nível técnico e tático que é apresentado ao longo do campeonato.
Esta caracteristica, no entanto, pode ser arrastada para outras competições, como a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro, em que uma ou outra equipe se atreve a ser mais ousada, mas ainda assim não exibe um futebol de encher os olhos.
A situação que envolve a TV é mais complexa. Trata-se de algo que diz respeito ao monopólio imposto pela Globo, a crise que o Brasil enfrenta e, inclusive, afeta a emissora da família Marinho, ao ponto de mexer radicalmente na programação, com a exclusão de programas considerados 'intocáveis' como o "Vídeo Show".
Enquanto a TV a cabo investe pesado na Premier League, nos Campeonatos Espanhol, Argentino, Alemão e Francês, sem o Italiano, mas com a Liga dos Campeões e a Europa League, as emissoras abertas lutam contra a Globo, para atingirem uma fatia desse mercado, mas com atrações regionais, nacionais e sul-americanas.
O grande problema é o final do texto: "Ainda há tempo de arrumar. Só que não por quem 'cuida' deles há tantos anos". Creio ser desnecessário dizer quem são os "cuidadores" do futebol nacional e o porquê há necessidade de arrumar, colocar a casa em ordem.
O futebol é o retrato nítido e cristalino daqueles que governam o nosso País.
Sem mais!

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