quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Vasco e São Paulo decidem a Copinha

Fábio M Sales / Estadão Conteúdo
Na sexta-feira, dia 25 de janeiro, quando a cidade de São Paulo festejar seus 465 anos, acontecerá, às 15h30, no Pacaembu, a final da 50a. edição da Copinha, entre Vasco da Gama e São Paulo.

Esta será a segunda vez na história da Copa São Paulo de Futebol Júnior que cruzmaltinos e tricolores se enfrentarão numa final.

A primeira foi há 27 anos atrás, em 1992, quando o São Paulo contava com Doriva, Pavão e Catê, enquanto que o Vasco apresentava Pimentel e Valdir Bigode - o carrasco da equipe paulista nos tempos de profissional -, que também chegou a defender o Tricolor.

Sobre Doriva, guardo comigo uma lembrança e tanto: assisti, in loco, no Morumbi, acompanhado do meu irmão Wlamir e do meu tio Nélson ao único gol dele com a camisa são-paulina.

Foi num jogo contra o Santo André, pelo Paulistinha, em que o São Paulo inexplicavelmente chegou a perder por 3 a 0.

Meu tio e meu irmão olhavam pra mim e davam risada. Com o perdão e a licença pela diferença que separam os anos, senti-me, literalmente, um Mick Jagger.

Pra meu alívio, o São Paulo reagiu, com gol de Doriva, que incendiou a torcida e o time, que desandou a fazer gols e decretar uma virada histórica de 5 a 3.

De volta à final: o placar do embate de 92 foi o de 1 a 1, gol de Valdir, para o Vasco, e Andrei, para o Tricolor. Na decisão por pênaltis, Doriva se apresentou para a cobrança e marcou o gol. Mina, que se apresentou primeiro para bater, perdeu e o Vasco ergueu a taça com o placar de 5 a 3.

Dos elencos atuais, três jogadores chamam atenção: Antony e Gabriel Novaes, do São Paulo, e Tiago Reis, do Vasco.

Gabriel e Tiago disputam a artilharia da Copinha. O Tricolor tem 9 gols contra 8 do vascaíno. São matadores, homens de área, que decidem e têm raciocínio rápido.

Quanto a Antony, pra mim, é aquele meio campista que todo time sai à caça pra ter, mas não o encontra. É inteligente, sabe articular e realizar jogadas efetivas, um craque.

Independente do placar final da decisão, de serem ou não escalados, torço para que sejam aproveitados também no time principal.

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