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| El País Brasil |
Por mais que falemos aqui das duas maiores forças do futebol espanhol, não há como fugir da ideia que a realidade nua e crua ficou cristalina aos olhos daqueles que viram o El Clássico.
A equipe merengue, ainda que muitos entendam como um discurso superado, sente muito as saídas do meia Cristiano Ronaldo e do técnico Zinedine Zidane. Luka Modrić, eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, não aguentou o peso do piano, da responsabilidade em ser o arquiteto e o finalizador-mor.
Vinícius Júnior é uma promessa, um garoto aplicado, dedicado, que mostra vontade de vencer, mas precisa ser lapidado. E isso não depende unicamente dele, é algo que se conquista com o tempo.
O time Blaugrana, por sua vez, é bem montado, tem peças que podem ser aproveitadas de diferentes formas e podem ser substituídas, sem que haja uma mudança radical ou uma queda na produtividade.
Lionel Messi é o grande maestro, mas, mesmo sem ele, o Barça não deixa de impor seu ritmo de jogo, a inteligência tática e a ousadia no finalizar com precisão.
Enquanto o Real Madrid não encontrar um substituto à altura para o vácuo deixado por Cristiano Ronaldo no meio de campo, e alguém que motive os jogadores na busca de títulos, a equipe madridista ficará sempre na corda bamba, com oscilações múltiplas.
Algo preocupante, tanto para o time, como para seus torcedores, que ainda se sentem humilhados com os 5 a 0, no Camp Nou, pelo primeiro turno do Campeonato Espanhol e agora amarga a eliminação, em casa, pela Copa Del Rey.
Falta de recursos definitivamente não é o problema para Florentino Pérez.
Ou ele investe, mexe no time, ou os espaços vazios serão cada vez mais frequentes no Santiago Bernabéu.

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