sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Agora, quem dá bola é o Santos!

redação.mackenzie.br
No início desta temporada, no que tange ao futebol nacional, muito foi falado sobre o desempenho de equipes tradicionais e abastadas financeiramente, como se isso fosse primordial para as principais conquistas do calendário vigente.

O Palmeiras, da Crefisa, o Flamengo, com uma série de investidores, e, agora, o Corinthians, com o Banco BMG, contratam aqueles que desejam, querem, e por altíssimas cifras.

O Santos, por sua vez, rema contra a maré. Dentre os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, é o que menos investiu em contratações.

O Peixe, para ser mais exato, de novo, trouxe apenas o técnico argentino, Jorge Sanpaoli. As perdas, no entanto, foram consideráveis: o lateral Dodô, para o Cruzeiro, o meia Bruno Henrique e o atacante Gabigol, para o Flamengo.

Victor Ferraz esteve perto de acertar com o São Paulo. Já o jovem Rodrygo, que está com a Seleção Brasileira Sub-20, no Sul-Americano, está mais do que nos planos do Real Madrid, da Espanha.

Depois de enfrentar dois pedidos de impeachment e sair ileso dos dois, o presidente do Santos, José Carlos Peres, teve - e ainda tem - a árdua missão de colocar as contas e o clube em ordem.

Para isso foi estabelecido um teto salarial, aproximado dos R$300 mil, que também serve para definir o valor máximo a ser pago em uma possível transação com jogadores que interessem à equipe da Baixada santista.

Esse ajuste financeiro resultou num certo desinteresse dos clubes em efetivar qualquer tipo de negociação com o time do Santos e, ao mesmo tempo, dos empresários, devido ao baixo valor proposto.

Dentro de campo, o Santos de Sampaoli surpreende, com um futebol vertical, sem amarras ou carimbadas. Apresenta um estilo que se aproxima do adotado pelo europeu, mas com pontos a evoluir.

É por assim dizer, o futebol mais vistoso, envolvente, que seduz o amante do futebol.

Futebol cravado pela organização de uma administração, pelo conjunto da obra, que se mostra espetacular, mas que não podemos dizer com certeza o prazo de validade.

Que perdure bastante, não seja apenas uma brisa suave a deixar saudades.

Um comentário:

  1. Boa! O fato é que hoje a essência do futebol bem jogado está sendo substituído pelas cifras astronômicas, uma mídia inflamada com respostas e críticas pra tudo, além da qualidade técnica de jogadores médios serem tratados como astros e alguns outros fatores. Mas que possamos assistir bom futebol quando possível. Fabio Monteiro.

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