![]() |
| redação.mackenzie.br |
O Palmeiras, da Crefisa, o Flamengo, com uma série de investidores, e, agora, o Corinthians, com o Banco BMG, contratam aqueles que desejam, querem, e por altíssimas cifras.
O Santos, por sua vez, rema contra a maré. Dentre os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, é o que menos investiu em contratações.
O Peixe, para ser mais exato, de novo, trouxe apenas o técnico argentino, Jorge Sanpaoli. As perdas, no entanto, foram consideráveis: o lateral Dodô, para o Cruzeiro, o meia Bruno Henrique e o atacante Gabigol, para o Flamengo.
Victor Ferraz esteve perto de acertar com o São Paulo. Já o jovem Rodrygo, que está com a Seleção Brasileira Sub-20, no Sul-Americano, está mais do que nos planos do Real Madrid, da Espanha.
Depois de enfrentar dois pedidos de impeachment e sair ileso dos dois, o presidente do Santos, José Carlos Peres, teve - e ainda tem - a árdua missão de colocar as contas e o clube em ordem.
Para isso foi estabelecido um teto salarial, aproximado dos R$300 mil, que também serve para definir o valor máximo a ser pago em uma possível transação com jogadores que interessem à equipe da Baixada santista.
Esse ajuste financeiro resultou num certo desinteresse dos clubes em efetivar qualquer tipo de negociação com o time do Santos e, ao mesmo tempo, dos empresários, devido ao baixo valor proposto.
Dentro de campo, o Santos de Sampaoli surpreende, com um futebol vertical, sem amarras ou carimbadas. Apresenta um estilo que se aproxima do adotado pelo europeu, mas com pontos a evoluir.
É por assim dizer, o futebol mais vistoso, envolvente, que seduz o amante do futebol.
Futebol cravado pela organização de uma administração, pelo conjunto da obra, que se mostra espetacular, mas que não podemos dizer com certeza o prazo de validade.
Que perdure bastante, não seja apenas uma brisa suave a deixar saudades.

Boa! O fato é que hoje a essência do futebol bem jogado está sendo substituído pelas cifras astronômicas, uma mídia inflamada com respostas e críticas pra tudo, além da qualidade técnica de jogadores médios serem tratados como astros e alguns outros fatores. Mas que possamos assistir bom futebol quando possível. Fabio Monteiro.
ResponderExcluir