terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Osasco - 57 anos!

Visão Oeste
Apesar de ter nascido em um hospital no bairro do Ipiranga, em São Paulo, reconheço o município de Osasco - onde vivi por 32 anos - como o meu habitat natural.

Quando criança estudei em dois colégios da capital paulista, mas foi no extinto Pinheiro Machado, local em que há pouco tempo virou um Batalhão da Polícia Militar, que obtive as melhores lembranças.

Foi lá que fiz amigos que, ainda hoje, mantenho contato; que tive professores que me ensinaram a escrever a vida no português, no inglês, nos traços das aulas de arte e cultivar os valores ensinados.

José Antonio, professor com o nome do meu pai, que devolvia minhas redações sangrando, devido às correções com caneta vermelha.

Maria Cristina, que a trato com um carinho de mãe e tive o prazer de ser recebido na casa dela, pelo marido e professor da USP, Fábio, e os filhos, Mário Sérgio e Luis Gustavo, grande Guga!

Eliana, que me fez perder a timidez de demonstrar o como vejo a vida e as coisas, na ponta do lápis, com régua, esquadro, transferidor e a imaginação no colorir a paisagem de um futuro que sequer sabíamos qual seria.

(Uma de minhas "travessuras artísticas" foi a de fazer a caricatura do Diretor do Colégio, Sidney Biz. Enquanto minhas pernas tremiam, por uma negativa dele, os funcionários riam, sem demonstrar, para não me constranger. Por sorte, ele gostou e disse que colocaria em uma moldura).

Foi em Osasco também, conhecida como a cidade do crime, do cachorro-quente, em que fiz supletivo e, mais tarde, me formei em Jornalismo.

Tive professores que me desafiaram, colegas, como Edgar Lopes da Silva e Marcus Vinícius Baptistella, que estão eternizados na condição de amigos.

Com Marcus, criei o Mandando Pra Rede, que serviu como meu trabalho de conclusão de curso e teve a colaboração do querido Juca Kfouri, com uma lista imensa de entidades esportivas (ONGs) que faziam do esporte um meio de inclusão social.

Nesse tempo de faculdade, trabalhei como repórter em jornais locais, como o "Terça-Feira", a convite de Jesse Navarro.

Lá escrevi reportagens sobre assuntos variados. No esporte, entrevistei Gustavo Borges, falei sobre Badminton e cobri a final da Liga Feminina de Vôlei.

Tive a chance de vivenciar e aprender com José Roberto Guimarães, Paulo Coco e Bernardinho.

Hoje, mesmo em Belo Horizonte, guardo comigo as lembranças, as saudades de fatos e amigos, como Márcio Abreu Leite, que ultrapassa o limite do explicar, por não ter explicação. É uma amizade de vida.

Enfim, escrevi tudo isso, apenas para dar os parabéns à cidade de Osasco, que hoje completa 57nos, graças ao suor e trabalho de pessoas que foram - e não foram - citadas, como Raimundo Cabral, que, certa vez, salvou minha vida e, tempos depois, descobri que descansa ao lado de Deus!

Um comentário:

  1. Grande Persio! Muito obrigado pela citação em seu texto. O sentido da amizade é esse mesmo: continuar importante, não importa onde cada uma esteja.
    Nossa querida Osasco pode ter muitos defeitos (como qualquer cidade tem), porém, tem essa coisa de juntar boas pessoas, dos mais diferentes cantos, que fazem da simplicidade da cidade, um bom lugar para se viver.
    Grande abraço!

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