terça-feira, 7 de maio de 2019

O Liverpool do impossível!

Globoesporte.com
Depois de um inquestionável 3 a 0, no Camp Nou, imposto pelo Barcelona, contra o Liverpool, com direito a dois gols de Lionel Messi, tudo estava definido, correto?

Errado!

No Anfield Road a história foi escrita de uma forma bem diferente. Não foi em espanhol, tampouco catalão, mas sim num inglês irretocável e elegante, como o bom futebol, o soccer pede.

Inspirados na música You'll never walk alone (Você nunca andará sozinho), que é praticamente um hino para a torcida do Liverpool, os Reds entraram em campo conscientes da difícil missão que era reverter a vantagem Blaugrana, com o adendo de não poder contar com Salah e Firmino, dois de seus principais jogadores, que estão contundidos.

A esperança, a jovem promessa a fazer a diferença, no entanto, atendia pelo nome de Divock Origi, de apenas 20 anos, que no final de semana, foi o autor do gol da vitória de 3 a 2 frente ao Newcastle, que permitiu manter viva a briga com o Manchester City, de Pep Guardiola, pela Premier League, que encerrará a temporada 2018/19 no domingo, dia 12 de maio.

Origi não fez feio, não tremeu nem se intimidou. Prova disso foi que ele fez 1 a 0, logo aos 7 minutos, para a alegria dos mais de 55 mil torcedores presentes no Anfield.

O Barcelona equilibrou as ações do jogo no decorrer do primeiro tempo e exigiu, ao menos, duas ótimas intervenções do goleiro Alisson.

Na etapa final, a grande e tão esperada surpresa. O Liverpool sabia que, para conseguir algo maior, a classificação à final, não poderia hesitar mais. Wijnaldum, com a colaboração de Alexander-Arnold e do suíço Shaqiri, chegou aos 3 a 0, com gols aos 54' e 56'.

O Barcelona estava nocauteado em campo, Messi e Suárez pouco eram acionados, ao contrário de Piqué, que mais pareceu um centro avante no auge do desespero catalão.

Jürgen Klopp, técnico do Liverpool, declarou, um dia antes deste confronto, durante a coletiva, que os Reds jogariam para ganhar. Caso conseguisse a classificação, ótimo! Se não a conquistasse, que ao menos, fosse eliminado de modo bonito.

É claro que o ser eliminado de modo bonito foi, digamos assim, uma expressão, um jeito de falar de Klopp, mas que não havia o porquê levar isso a sério. Origi sabia e entendia isso tão bem, que fez o gol da classificação à final da Champions aos 79'.

Foi uma festa, uma coisa inexplicável, uma emoção que transbordou a arquibancada e tomou conta dos arredores de Liverpool.

Quando o árbitro turco Cuneyt Cakir apitou o fim de jogo, a cantoria, que já era intensa, ficou ainda mais inflamada, empolgante e linda de se ver.

Torço pelo Manchester City, mas, hoje, o Liverpool me emocionou e fez cantar "You'll never walk alone".


Nenhum comentário:

Postar um comentário