quarta-feira, 26 de junho de 2019

Clubes que apostam nas meninas

Arte: Toque de classe
Para quem acompanhou a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de futebol feminino, na França, e deseja acompanhar mais sobre o tema, basta recorrer aos campeonatos da Inglaterra e da França, para ter uma noção do como a coisa pode evoluir e como estamos atrasados.

Cito essas duas potências, pois, dentre as seleções sobreviventes nas Quartas-de-Final, as jogadoras envolvidas estão distribuídas, em sua maioria, na Ligue 1 (25 jogadoras) e Premier League (30 jogadoras).

Os clubes ingleses que mais se destacam nessa lista são o Manchester City, o Chelsea (com 9 cada) e o Arsenal (com 7 representantes).

Quanto ao Lyon, da França, atual Tetracampeão da Liga dos Campeões, conta com, simplesmente, 11 jogadoras.

Além de França e Inglaterra, não custa lembrar que o futebol feminino também é difundido em outros países desenvolvidos social e economicamente, casos dos Estados Unidos, Suécia, Austrália, Alemanha, China e Noruega.

Aqui, no Brasil, a ideia do investimento no futebol feminino é comentada desde os anos 80, porém, foi a partir da década de 90, quando Luciano do Valle apostou na transmissão dos jogos e apresentou a todos a genial Marta, eleita por 6 vezes a melhor jogadora do mundo, pela Fifa, que a modalidade passou a ter uma singela esperança.

Os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro foram obrigados a montar equipes de futebol feminino. Como não há ainda uma base, um trabalho voltado para a expansão da categoria, equipes de várzea são adotadas pelos clubes, que garantem o uniforme e local para o treinamento.

Espero que, com o tempo, essa realidade momentânea passe a ser outra, com clubes que realmente investem e se interessam pelo futebol feminino, com uma base forte, vencedora, ao ponto de rivalizar com as principais potências de igual para igual, como um dia foi o futebol masculino.

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