terça-feira, 22 de outubro de 2019

Boca vence na raça, mas é o River quem vai à final

Globoesporte.com
Iniciar um duelo entre arquirrivais de peso e já saber que há uma diferença de 2 a 0 estabelecida é algo bastante complicado, até mesmo para um Boca Júniors e River Plate, na Bombonera, em Buenos Aires, por uma semifinal de Libertadores.

Para os mais estilosos, que valorizam um alto índice técnico, com jogadas pensadas e trabalhadas com o auxílio da criatividade, a chance de se decepcionar é grande.

Ainda mais quando a realidade vivenciada pelos xeneizes é a de um repertório com base na raça, na vontade, que explora o talento da dupla de ataque formada por Tévez e Ábila, mas encontra uma imensa dificuldade para que a bola chegue redonda aos pés deles.

Os Millonarios, ao contrário, contam com jogadores que demonstram intimidade, um fino trato com a bola, mas, quando com a vantagem, jogam recuados, como se tivessem medo de se expor e não terem a capacidade de reagir à altura.

Um medo, uma insegurança sem razão extrema para existir, devido ao toque rápido, a agilidade no pensar e executar os lances necessários nos momentos em que eles devem ser realizados.

A Bombonera estava repleta, mais de 49 mil torcedores presentes, para prestigiar o clube que tanto amam e apreciam.

Os boquenses, que viram o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio anular um gol de Salvio, aos 22', por um toque de mão de Emmanuel Más, foram à loucura, aos 80', com o gol de Hurtado, num lance em que os 22 jogadores em campo estavam amontoados em um modesto e réles retângulo.

O inesperado e surpreendente futebol clube pediu licença para dar nova cara e ritmo ao jogo que acabava com a invencibilidade do River na Libertadores e o ameaçava levar às penalidades, caso o Boca fizesse a festa da torcida por mais uma vez.

Foi neste momento que o River despertou e se propôs a fazer o que melhor sabe: jogar bola.

O Boca marcou sob pressão, foi pra cima, ao melhor estilo xeneize.

Armani, goleiro do River e da Seleção da Argentina, evitou o segundo gol, já nos acréscimos, aos 94 minutos.

E o River resistiu até o fim, para se classificar à final da Libertadores e aguardar por Flamengo e Grêmio, que se enfrentam nesta quarta, no Maracanã.

A torcida na Bombonera aplaudiu seus atletas.

Que, no Maracanã, o belo e contagiante confronto entre Flamengo e Grêmio seja celebrado em mais uma de tantas batalhas, com louros aos vitoriosos e aplausos aos bravos que praticam o futebol com amor e racionalidade.

Viva!

Um comentário:

  1. River vem apresentando um m belo futebol. Um time cascudo que sabe jogar a libertadores

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