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| Arte: Toque de classe |
Assistir Estados Unidos e França, no Parc des Princes, em Paris, foi o mesmo de ver duas equipes dedicadas, interessadas pela vitória, com dois fatos marcantes: a ansiedade francesa, pela responsabilidade de, literalmente, jogar em casa, e a frieza norte-americana, resultado da experiência de quem é Tricampeã mundial.
No confronto entre Noruega e Inglaterra, prevaleceu o favoritismo britânico, que soube se impor contra uma renomada escola europeia, campeã do mundo em 1995, na Suécia.
Outra seleção renomada que foi eliminada foi a Alemanha, Bicampeã mundial, que perdeu, de virada, para a Suécia, uma das principais e historicas forças do futebol feminino.
Não assisti ao jogo entre Holanda e Itália por inteiro, mas, o pouco que vi, foi suficiente para notar que as holandesas eram soberanas e as italianas meramente esforçadas.
Apresentados os fatos, creio que não há como elegemos uma favorita ao título.
Inglaterra e Estados Unidos se equivalem, enquanto Holanda e Suécia é, para mim, uma incógnita de alto nível e, por isso, muito interessante.
Torço para que o mesmo investimento e trabalho que é realizado no futebol feminino, na Europa, ganhe espaço e força em território brasileiro, que rotineiramente é apresentado como o país do futebol, mas possui um raciocínio tacanha, de que futebol não é coisa pra mulher e, por isso, foi até proibido, pelo decreto-lei 3.199, de 14 de abril de 1941, durante a Era Vargas, que vigorou até 1983 e dizia:
“Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”.
Graças, isso não impera mais por aqui!
Nossas meninas precisam e merecem apoio, pois, jogar bola, elas jogam e muito bem!

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