sábado, 29 de junho de 2019

O vexame uruguaio e o baixo nível técnico da Copa América

Reuters
Queria recorrer, aqui, àquelas famosas frases feitas para justificar a eliminação do Uruguai para o Peru, nas Quartas-de-Final da Copa América, mas confesso não ter o mínimo de ânimo para isso.

Foi algo grotesco, que é difícil achar alguma explicação. Não há, por exemplo, como falar em méritos da seleção peruana. Ou há sentido levantar tal lebre para uma Seleção que ficou no empate sem gols com a Venezuela - assim como a Seleção Brasileira -, que ganhou da Bolívia - assim como o escrete canário - e foi goleado pelo Brasil (!!!) na fase de grupos.

As chances de gols criada pelo Peru foram as mesmas de gols anulados - acertadamente - pelo VAR, do Uruguai: três.

Em quatro jogos decisivos, nesta fase eliminatória, apenas a Argentina teve a audácia de fazer gols, na vitória frente à Venezuela, por 2 a 0, no Maracanã.

Venezuela, diga-se, que, em meio à um índice técnico e tático muito abaixo do esperado, foi a grande surpresa até aqui.

Pela situação política vivenciada pelo povo venezuelano e a fama de freguês em campeonatos de futebol, não é loucura dizer que eles foram muito mais além.

O pênalti perdido por Luis Suárez foi daquelas coisas inesperadas, mas que, felizmente ou infelizmente acontecem.

O que é difícil de aceitar é o fato de uma competição continental, com a presença de seleções tradicionais, como Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Chile e Paraguai ter apenas dois gols. De oito seleções, sete passearam em branco.

É incrível, senhoras e senhores!

Não bastasse a indisponibilidade de um bom futebol nas quatro linhas, com gramados mal conservados, ingressos caros, a Conmebol reclama do pouco público nas Arenas.

Por que será?

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