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| Globoesporte |
Hoje, contra o Internacional, pela Copa do Brasil, a situação ficou insustentável, em um Mineirão em que a torcida apoiou do início ao fim e protestou ao chamá-lo de burro, em razão de um futebol carente de criatividade e ousadia à frente e pela insistência com Thiago Neves, que há tempos não realiza boas atuações.
O primeiro tempo foi muito aquém do esperado, com praticamente nenhuma oportunidade de gol criada e a bola presa no meio de campo, sem saber para onde ir ou o que fazer.
Já na etapa final bateu o desespero. O Inter passou a pressionar mais, exigiu do goleiro Fábio, que realizou três belas defesas - uma delas a queima-roupa - antes de Edenílson se aproveitar de um rebote, após cobrança de falta, para fazer 1 a 0.
Com apenas 1 vitória em 18 jogos e a possibilidade uma nova eliminação, no dia 4 de setembro, em Porto Alegre, não houve mais clima para Mano Menezes permanecer como técnico do Cruzeiro.
Depois que a partida foi encerrada, Mano Menezes demorou para se apresentar à entrevista coletiva, em razão de uma reunião que fizera com membros da diretoria celeste, na qual pediu demissão.
Na coletiva, acompanhado pelo Diretor de Futebol, Marcelo Djian, Mano anunciou sua saída como justa e se recusou a responder sobre o futuro do clube.
Por se tratar de um episódio inesperado para a diretoria cruzeirense, não foi comentado quem poderá assumir o cargo para a decisão no Rio Grande do Sul.
Não será uma tarefa fácil achar quem queira pilotar a canoa furada em que o Cruzeiro está, não apenas em campo, mas fora dele.

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