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domingo, 18 de novembro de 2018

Harry Kane, como sempre!

Futebol Stats
A Nations League criada pela UEFA foi uma bela sacada para que as datas Fifa fossem aproveitadas verdadeiramente.

Ao invés de amistosos caça-níqueis, em locais inusitados, contra seleções que não possuem qualquer representatividade no mundo da bola, são disputados clássicos dignos de Copa do Mundo, que literalmente atrai o torcedor, a família ao estádio.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Croácia 🇭🇷 ansiosa pela revanche!

Getty Images/Montagem
A Croácia, ao contrário das seleções mais badaladas do planeta bola, participou de apenas 5 edições - das 20 já realizadas - da Copa do Mundo.

Parte da extinta, República Socialista Federativa da Iugoslávia, a Croácia, juntamente com a Eslovênia, a Bósnia Herzegovina e a Macedônia deixaram, em 1992, a Federação para formar novos estados, totalmente independentes.

terça-feira, 10 de julho de 2018

França 🇫🇷, pela terceira vez na final

Getty Images
A França é a primeira finalista da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

A classificação aconteceu após a vitória de 1 a 0, contra a Bélgica, com gol de Umtiti.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

A hora exata para mostrar a importância de um líder

Alamy Stock photo
A cada partida que é realizada em uma Copa do Mundo, os holofotes são direcionados aos craques da equipe, ao líder que representa toda uma Nação em campo e tem a última palavra nos bons e nos difíceis momentos.

Quando falo em líder, não faço referência essencialmente ao capitão, aquele responsável por falar com o àrbitro da partida, passar algum recado do técnico a um colega de equipe e erguer a taça, quando na conquista de um campeonato.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

2006: Itália imita o Brasil e conquista o Tetra nos pênaltis


2006 - País sede:
Alemanha
Campeã: Itália
Placar da Final: Itália (5)1x1(3) França ( ) = decisão por penalidades.

O elenco campeão: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Gattuso, Pirlo, Perrotta (Iaquinta), Camoramesi (Del Piero); Totti (De Rossi) e Luca Toni. Técnico: Marcello Lippi.

A Seleção Brasileira, comandada por Carlos Alberto Parreira, era apontada como a grande favorita ao título. No entanto, quem mostrou bom futebol, de verdade, capaz de empolgar e emocionar, foi a a Alemanha, de Jurgen Klinsmann - aquele mesmo, campeão como jogador em 1990 -, tendo Joakim Löw como seu auxiliar.

terça-feira, 12 de junho de 2018

1994: O tetra mais sem graça em toda história


1994 - País sede: Estados Unidos
Campeão: Brasil
Placar da Final: Brasil (3)0x0(2) Itália ( ) = decisão por penalidades.

O elenco campeão: Taffarel; Jorginho (Cafu), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Viola); Bebeto e Romário. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Sem muitos craques compondo o elenco da Seleção Brasileira, tornamo-nos dependentes do futebol de Romário para sermos, depois de 24 anos, campeões do mundo, nos Estados Unidos.

Esta certamente foi uma das Copas em que tivemos de viver fortíssimas emoções. Graças, grande parte delas foram boas.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

1990: A vingança alemã


1990 - País sede: Itália
Campeã: Alemanha
Placar da Final: Alemanha 1x0 Argentina

O elenco campeão: Illgner; Brehme, Augenthaler, Berthold (Reuter) e Kohler; Buchwald, Hassler e Matthäus; Littbarski, Vöeller e Klinsmann. Técnico: Franz Beckenbauer.

Para o Brasil, a Copa na Itália foi algo desastroso. Ficamos em 9º lugar e saímos logo nas Oitavas-de-final, após realizar uma primeira fase nada convincente, vencendo a Suécia por 2 a 1, a Costa Rica e a Escócia, por 1 a 0.

sábado, 9 de junho de 2018

1982: A derrota do futebol arte


1982 - País sede: Espanha
Campeã: Itália
Placar da Final: Itália 3x1 Alemanha Ocidental

O elenco campeão: Zoff; Gentile, Cabrini, Bergomi e Collovati; Scirea, Conti e Tardelli; Paolo Rossi, Oriali e Graziani (Altobelli, depois Causio). Técnico: Enzo Bearzot.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

1970: Maduro, Pelé garante mais uma Copa


1970 - País sede: México
Campeão: Brasil
Placar da Final: Brasil 4x1 Itália

O elenco campeão: Felix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson, Pelé e Rivelino; Jairzinho e Tostão. Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo.

Contando com um Pelé já maduro e na sua última Copa, o Brasil, literalmente arrasou naquela que é vista até hoje como a melhor apresentação do escrete canário desde 1930.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

1938: O 'Diamante Negro' artilheiro!


1938 - País sede:
França
Campeã: Itália
Placar da Final: Itália 4x2 Hungria

O elenco campeão: Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavatti, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. Técnico: Vittorio Pozzo.

A Itália, de Giuseppe Meazza, conquistou em 1934 o inédito Bicampeonato mundial, ao derrotar a seleção da Hungria por 4 a 2, em território francês.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

1934: Mussolini ergue a taça


1934 - País sede: Itália
Campeã: Itália
Placar da Final: Itália 2x1 Tchecoslováquia

O elenco campeão: Combi; Monzeglio e Allemandi; Ferraris 4º, Monti e Bertolini; Guaita, Meazza, Schiavio, Ferrari e Orsi. Técnico: Vittorio Pozzo

A segunda edição da Copa do Mundo foi disputada na Itália, para a 'alegria' do ditador Benito Mussolini, que tinha como grande objetivo a divulgação do fascismo vivido naquele país.

domingo, 20 de maio de 2018

Ciao, Buffon, ragazzo d'oro! Grazie mille per tutto!


A última rodada do Calccio teve como grande atração a partida entre Juventus e Verona, no Allianz Stadium, em Torino.

Não pela conquista do título, pois a Vecchia Signora já havia faturado o Heptacampeonato italiano na rodada anterior, no clássico com a Roma.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Brasil: futebol de segundo escalão


Ouvi certa vez que a razão do técnico Tite não convocar jogadores que atuam no nosso futebol para a Seleção Brasileira é que possuímos uma qualidade abaixo da média, de segundo escalão.

Não vou entrar no mérito da questão do porque ou em qual situação isso foi dito, mas, convenhamos: ele tem razão!

Nos anos 70, 80 e 90, nossa realidade era outra: contávamos com craques formados na base, que tinham identidade com o clube e eram tratados verdadeiramente como patrimônios, a ponto de ser exigido que os atletas estudassem, tivessem um apego familiar e demonstrassem profissionalismo junto aos companheiros.

Naquela época, não haviam essa gama interminável de opções de redes sociais, paparazzis e a velocidade instantânea no tornar público um assunto qualquer.

Os interesses de hoje correspondem a ter um IPhone de última geração, que custa mais de R$ 10 mil e deixar de lado a cultura, o investir na família, no conhecimento.

Se você ainda não entendeu o porque disso tudo, explico: toda essa falta de compromisso e estrutura pessoal, profissional, influencia diretamente no desempenho dentro de campo.

O futebol jogado no Brasil é previsível e superado.

Para ganhar um jogo, o caminho é o de ter a posse de bola, pressionar até fazer o gol. Depois, fecha a casinha, com dois ou três volantes que descontroem o jogo, e segura o resultado até o final dos 90 minutos.

Não há mágica, segredo ou estratégia nisso.

Qualquer time mediano é capaz de realizar algo do tipo.

Agora, vamos à Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha, para ver como é a coisa.

No Barcelona, por exemplo, não há concentração.

A comissão técnica determina o dia e horário do treinamento, os jogadores vão com seus carros e, ao final, retornam para suas casas, junto aos familiares.

Técnicos como Pep Guardiola, Antonio Conte, José Mourinho, Jürgen Klopp e Arsenè Wenger não esquentam banco de reserva durante os jogos.

Eles vibram, interagem, pesquisam, estudam táticas, posicionamentos e sabem impor, cobrar essas alternâncias em campo.

Se perdem a partida, passam as noites em claro e ficam remoendo sobre o que erraram.

A realidade do futebol brasileiro citada aqui é a mesma, desde os 7 a 1 da Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, no Mineirão.

Nada mudou.

A administração realizada pela cartolagem é uma piada de mal gosto.

Tivemos denúncias e provas de fraude trazidas à luz, presidentes afastados e impedidos de viajar, mas, ao mesmo tempo, com seus apoiadores sendo eleitos e dando continuidade a tudo o que é combatido.

Na Itália foi revelado um esquema de corrupção. Hoje, em condições mais modestas, é trabalhada a reestruturação, para que ela volte a ser a potência que sempre foi.

Precisamos acordar, investir no que é nosso para entender e saber respeitar os demais.

Do jeito que está continuaremos como um país que joga e conhece futebol, e apenas isso!

Precisamos, e merecemos, ser mais ousados, com toques precisos, pra frente, na busca do gol, mas sem deixar de reconhecer a importância da zaga, dos laterais, volantes e meias.

Sem interação, nada acontece e tudo atrofia!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Futebol Inglês se destaca nos amistosos entre as seleções!


O saldo dos amistosos, realizados segunda e terça-feira, entre as principais seleções do planeta bola, foi positivo aos que falam inglês.

Para que você possa compreender, vamos inicialmente aos placares de cada duelo:

Portugal 0 x 3 Holanda;
Rússia 1 x 3 França;
Alemanha 0 x 1 Brasil;
Bélgica 4 x 0 Arábia Saudita;
Inglaterra 1 x 1 Itália;
Espanha 6 x 1 Argentina.

☆☆☆

Destes, em todos houve algum jogador que atua no futebol da  Inglaterra, e balançou as redes para suas respectivas seleções.

Veja:

Portugal e Holanda: van Dijk - Liverpool;

Alemanha e Brasil: Gabriel Jesus - Manchester City;

Inglaterra e Itália: Vardy - Leicester;

Rússia e França: Paul Pogba - Manchester United;

Espanha e Argentina: Otamendi - Manchester City;

Bélgica e Arábia Saudita: Romelu Lukaku (2) - Manchester United - e Kevin De Bruyne - Manchester City.

São 7 jogadores, que marcaram 8 dos 21 gols assinalados, em 6 partidas.

Uma marca considerável, que mostra a supremacia do futebol inglês, hoje, um dos melhores do mundo.

☆☆☆

ESCALAÇÕES

A Inglaterra foi a única das 12 seleções citadas, que escalou o time com os 11 jogadores que atuam no próprio país.

Os que mais se aproximaram disso foi a Itália com 10 titulares e a Espanha, com 9.

A Seleção Brasileira, ao contrário, iniciou o clássico diante da Alemanha com 11 "estrangeiros".

☆☆☆

Por mais que a Seleção Brasileira, com Tite, esteja com um futebol que não causa grande paúra, ainda sonho com o dia em que o escrete canário entre em campo com jogadores que estão nos clubes brasileiros.

É possível!

Aconteceu em 1958/62, quando fomos bicampeões e contávamos com jogadores do Santos, Borafogo, São Paulo, Flamengo e não existiam estrangeiros.

Não sou contra ao que defende o Brasil no exterior.

Sou, sim, a favor da valorização e reconhecimento dos nativos, que lutam, enfrentam dificuldades e nem sempre são lembrados.

terça-feira, 27 de março de 2018

Semana de clássicos, para todos os gostos, pelo Brasil e o mundo!


Assistir a um clássico é um verdadeiro deleite ao amante do futebol.

Quem aprecia uma partida com ousadia, dribles, jogadas inteligentes e muitos gols, sempre fica no aguardo do grande espetáculo, exibido no tapete verde, em que a bola rola macia.

Os Estaduais são muito criticados, justamente por haver uma demora para esses confrontos.

E olha que não falo de clássicos badalados, como Alemanha e Itália, em final de Copa do Mundo.

Cito, por exemplo, o duelo regional, entre Portuguesa e Juventus, da Mooca, em São Paulo, que rendeu muita rivalidade no Paulistinha, dos anos 70 a 90.

Nesta semana teremos clássicos de todos os tipos e para todos os gostos.

☆☆☆

Nos estaduais, os destaques são os seguintes: 

Paulistinha - São Paulo e Corinthians, Palmeiras e Santos;

Carioca - Flamengo e Botafogo, Fluminense e Vasco; 

Mineiro - Atlético-MG e Cruzeiro; 

Paraense - Remo e Paysandu; 

Catarinense - Avaí e Chapecoense

☆☆☆

Pelos campeonatos internacionais, teremos clássicos na América do Sul e na Europa.

Na América do Sul:

Argentina - Boca Júniors e Talleres, Lanús e San Lorenzo;

Chile - Colo Colo e Universidad Católica

Uruguai - Peñarol e Danúbio

☆☆☆

Na Europa:

Alemanha - Bayern München e Borússia Dortmund 

França - PSG e Mônaco

Itália - Juventus e Milan

☆☆☆

Isso sem contar os amistosos entre seleções, dignos de uma final de Copa do Mundo:

Inglaterra e Itália;

Espanha e Argentina;

Alemanha e Brasil.

☆☆☆

Sobre o último confronto relatado acima, sejamos bem claros, sem alucinações!

Definitivamente não é e nem será uma revanche!

A Seleção Brasileira não goleará a Alemanha, em Berlim, por 7 a 1!

Pode ganhar, de 1, 2 a 0, mas, falar em revanche é um exagero sem tamanho!

No mais, quero ver Lionel Messi enfrentar seus colegas de Barcelona e Marcus Rashford encarar Gianluigi Buffon!

Que a bola role e encante o amante do futebol...

sexta-feira, 23 de março de 2018

O início da Copa, de modo amistoso


Hoje o dia é de amistosos pelo mundo, que rola como a bola.

Alemanha e Espanha, as duas últimas campeãs do Mundo, vão se enfrentar em Dusseldorf.

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, elas duelaram na semifinal.

Deu Espanha, por 1 a 0, com gol do lendário Carles Puyol.

Um pouco antes, em Moscou, a anfitriã da próxima Copa, Rússia, receberá a Seleção Brasileira, ainda sem Neymar, com o goleiro Alisson como capitão e a possibilidade de uma transição no ataque, que envolve Gabriel Jesus e Douglas Costa.

A renovada Holanda, em Amsterdã, duelará com a jovem Inglaterra.

Já a Argentina, sem dar certeza da escalação de Lionel Messi, terá pela frente a Itália, no Etihad Stadium, casa do Manchester City, da Inglaterra.

Holanda e Itália, duas grandes forças do mundo da bola, que não estarão na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Para encerrar, teremos também Portugal e Egito, em Zurique, na Suíça.

Encontro entre Cristiano Ronaldo e Mohamed Salah, que marcaram 4 gols no último final de semana, pelo Campeonato Espanhol e a Premier League, respectivamente.

Como se vê, oportunidade para bom futebol e show de gols não vai faltar para a sua sexta-feira!

☆☆☆

ESTADUAIS


Aquilo que era anunciado, desde o início do Paulistinha, foi confirmado nesta quinta-feira: dentre os semifinalistas estão Palmeiras, Santos, Corinthians e São Paulo.

A surpresa foi no Rio de Janeiro, em que o Fluminense eliminou o badalado Flamengo e enfrentará o Botafogo na final.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Vitoriosos em pontos corridos


O Corinthians foi campeão Brasileiro, com 9 pontos de vantagem ao Palmeiras, muito mais pelo o que realizou no primeiro turno, do que no segundo.

O Manchester City, ainda no primeiro turno, lidera com folga o Campeonato Inglês: 15 na frente do rival Manchester United.

No Campeonato Espanhol, o Barcelona tem 9 pontos a mais que o segundo colocado, Atlético de Madri. 

Já a diferença entre Bayern München e Shalke 04, no Alemão, é de 11 pontos.

O único campeonato em que o equilíbrio prevalece é no Italiano, em que o Nápoli está um ponto a frente, apenas, em relação à Juventus de Turim.

Fica a pergunta: Será o fim da Era pontos corridos, dado o desiquilíbrio citado na pontuação?

A resposta: Não!

Essa diferença existente no Brasil, na Espanha, Alemanha e Inglaterra é pela junção de investimento e tempo de trabalho.

O Corinthians, guardadas as devidas proporções, fez no primeiro turno do Brasileiro o que o Manchester City ainda realiza no Inglês.

Como foi lembrado no Bate Bola, da ESPN Brasil, os Citizens investiram algo próximo dos €250 milhões, enquanto que o clube mosqueteiro usou modestos €5 milhões.

Apesar das cifras gritantes, ambos tiveram a preocupação de manter um trabalho. Pep Guardiola comanda o time inglês há dois anos. Quanto a Fábio Carille, foi mantido após a conquista do Paulistinha, num momento em que poucos acreditavam numa campanha exemplar do Corinthians no nacional.

Bayern München e Barcelona mantém uma estrutura invejável, na qual há troca jogadores, mas o objetivo não muda jamais.

O Nápoli, por sua vez, com todo o respeito que o futebol italiano merece, é o retrato nítido e claro da decadência do Calccio e da Azzurra, que nem vai para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Resumo da ópera: o segredo do sucesso no futebol atual é a junção de investimento e trabalho a médio e longo prazo. Aquele que não adotar essa tática será atropelado, e sem dó!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Em meio à pizza, um toque de classe com Assis


Ontem à tarde tive um almoço daqueles que não deveria ter hora para terminar. Não simplesmente pela comida, que estava muito boa, mas, principalmente, pela companhia de Assis Eustáquio, jornalista, professor e historiador mineiro. Um banquete de sabedoria e cultura, amante do bom futebol.

Na hora de pedir a pizza, houve consenso. Ele pediu portuguesa e eu pepperoni. Logo, na primeira rodada de assuntos, não podíamos deixar de falar sobre Luiz Felipe Scolari, a Seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo e, por tabela, a 'provocação' de Renato Gaúcho com o craque merengue e ídolo lusitano.

No fatiar a pizza de pepperoni, lamentávamos o mau momento do futebol italiano, tanto no Calccio, como com a Azzurra de astros da bola como Walter Zenga, Pagliuca e Buffon, além de Pippo Inzaghi, Del Piero, entre outros.

Relembramos, e com saudade, de gênios da crônica, casos de Nelson Rodrigues, Luis Fernando Veríssimo, João Saldanha e Armando Nogueira. Citei o emblemático Cartão Verde, com Flávio Prado, Juca Kfouri e José Trajano e apenas pensei nas tabelinhas do UOL, de Juca e Vitor Birner - amigo pelo qual tenho muito carinho e é um provocador nato. O tipo do sujeito que te obriga a raciocinar em perguntas simples, mas, desafiadoras, quando feitas por ele.

Antes de citar o solo pátrio e suas conquistas inúmeras nos gramados, algumas vitórias no Senado Federal com Romário e frustrações originadas pela cartolagem que não pode sequer viajar, para evitar o vexame de ser presa, pedimos licença para reverenciar o futebol inglês, mais precisamente o Manchester City, de Pep Guardiola, indiscutivelmente, o melhor técnico de futebol em atividade no planeta bola.

No que diz respeito ao futebol brazuca, comentamos a negociação entre Atlético-MG e Santos, que envolvia o atacante Ricardo Oliveira, antes anunciado pelo novo presidente santista, José Carlos Peres, como prioridade de renovação. Ao chegar em casa, vi que foi concluída a transação e que o que era prioridade, agora era saudade.

Enfim, foi uma mesa redonda em que até a comida era redonda, de modo que a conversa rolou vagarosa, sem pressa de acabar, como numa belíssima e empolgante partida de futebol.

Muito obrigado, Assis!

Foi magnífico!

sábado, 2 de dezembro de 2017

A Copa dos sonhos!


VALTER BERNAT


Esta Copa, para mim já começou errada. Elevar a quantidade de seleções para 32 é absurda. Obriga a um trabalho enorme de logística, mas talvez seja exatamente isso que a Fifa e seus patrocinadores querem. Dentre os patrocinadores, estão, evidentemente, companhias de aviação que ganharão muitos Euros com os deslocamentos.

Continuo achando um absurdo o critério de distribuição das vagas por continentes adotada pela Dona Fifa:


Convenhamos que, a Europa tem as melhores seleções do mundo e tem somente 13 vagas diretas. Se contarmos de cabeça, sem pensar muito, encontraremos quase 20 seleções de peso neste continente.

Acho um absurdo uma Itália ficar de fora. Ok, não vinha jogando nada, mas tem camisa, tem tradição e é 4 vezes campeã mundial. A Holanda, com seu vistoso uniforme e futebol que encantou o mundo, 3 vezes vice-campeã mundial. A Bulgária, a Hungria e várias outras seleções de tradição ficam de fora por este critério.

Bem, vou dar o meu critério, que certamente melhoraria o nível de qualquer Copa.

Os campeões mundiais teriam vaga garantida;
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Os vice-campeões, se não se classificassem nas eliminatórias, disputariam entre si pelo menos duas vagas, não importando o continente;
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Usar este ranking maluco e sem lógica da Fifa para definir os cabeças de chave é de uma burrice atroz, os cabeças têm que ser escolhidos dentre os campeões mundiais e o país-sede, este sim com vaga certa como cabeça de chave. Os campeões mundiais poderiam até sofrer um sorteio para definir quem seriam os cabeças. Afinal temos somente 8 campeões mundiais: Brasil (5), Itália (4), Alemanha (4), Argentina (2), Uruguai (2), Inglaterra (1), França (1) e Espanha (1). Pronto, aí já teríamos hoje 8 chaves e haveria um sorteio entre Inglaterra, França e Espanha, que só têm um título, para permitir que o país-sede encabeçasse uma das chaves. Mesmo critério para os vices.
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Dos 8 campeões mundiais, temos 5 seleções europeias, isso abriria mais 5 vagas para outras seleções daquele continente, logicamente, o mesmo se faria com a Conmebol que tem 3 seleções. Quatro vagas para a Ásia, com seleções como Irã, Arábia, Israel e, absurdamente, a Austrália, asiática no critério da Fifa que assim permitiu que a Nova Zelândia jogasse sempre a repescagem. Cinco vagas para a África? Nigéria já provou que joga bem em Copa. A Tunísia idem, mas e os demais? Jogam nada, só tomam vagas que seriam melhor distribuídas.

Bem, chega de reclamar. Vamos falar agora do Brasil na Copa.

Não gostei de não ter caído no grupo B. Seria o ideal na minha opinião, pois enfrentaríamos nas oitavas o grupo A que, tendo a Rússia como cabeça de chave, no máximo teria uma outra seleção forte, fugindo assim de enfrentar Argentina, Alemanha, Espanha e outros bichos-papões em fases preliminares, mas aí é sorteio e temos que aceitar.

Não concordo com a avaliação do Tite, mas acho que ele está no papel dele, apresentar os nossos adversários como seleções perigosas... Suíça (ferrolho), Costa Rica e Sérvia, fazem medo a alguém hoje? “pelamordedeus”...

Vamos jogar o último jogo de olho no grupo da Alemanha. Se esta estiver em primeiro, teremos que sair como primeiros do grupo também, pois assim só a enfrentaremos numa semifinal ou final. Mas alguém, em sã consciência acha que o Brasil não vai se classificar em primeiro num grupo como este? Ontem eu vi jornalistas no Sportv fazendo contas de empatarmos com a Suíça e ganharmos os outros dois jogos... é brincadeira.

Quanto ao número de sedes, 12, igual à do Brasil, acho muito grande. Temos 8 grupos, porque não 8 cidades? Torna a despesa enorme e obriga a deslocamentos enormes. Esqueceram do tamanho da Rússia?

Enfim, apenas como palpite, acho que classificarão, nesta ordem:

No Grupo A: Rússia e Uruguai
No Grupo B: Portugal e Espanha
No Grupo C: França e Dinamarca, embora ache que o Peru pode surpreender.
No Grupo D: Argentina e Croácia, tendo a Nigéria nos calcanhares
No Grupo E: Brasil e Suíça
No Grupo F: Alemanha e Suécia
No Grupo G: Inglaterra e Bélgica
No Grupo H: Colômbia e Japão

Estas são as minhas impressões e palpites para a Copa da Rússia, torcendo para que os horários me permitam assistir a todos os jogos, como eu gosto de fazer em Copas.

Valter Bernat, advogado, analista de sistemas, professor universitário e editor do site O Boletim.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A Copa do Mundo sem a Itália!


A Itália não conseguiu sair do 0 a 0 contra a Suécia, no Giuseppe Meazza, em Milão, e está fora da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Algo que surpreende, se levarmos em conta que é uma das seleções mais ganhadoras de mundiais, e que não causa tanto alarde se analisarmos o futebol pragmático, previsível, com uma enxurrada de cruzamentos na área sueca. Expediente este que nem mesmo o futebol inglês o adota mais.

Ao todo, foram 27 oportunidades de gol para a Azzurra, contra apenas 4 da Suécia.

Só de escanteio foi 8 a 0 para os italianos.

No quesito posse de bola, outro banho italiano: 76% a 24%.

Como se vê, números mais que expressivos, mas com nenhum resultado efetivo.

A eliminação entristece até mesmo os principais rivais.

Ou você, que gosta do futebol, não ia querer a Itália no Mundial?

Eu queria!

Mas, por hora, fica a expectativa para uma outra Copa, ainda que sem o capitão Buffon, que anunciou sua aposentadoria na seleção.

Até a próxima, Azzurra!