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domingo, 14 de outubro de 2018

A surpreendente crise no futebol alemão

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Confesso estar perplexo, muito surpreso, mesmo, com o atual mau momento vivido pelo futebol alemão.

Quando na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, lembro de vislumbrar uma tenra paixão de toda uma nação, que venceu preconceitos, ideologias ultrapassadas, que os faziam parecer frios, intolerantes e nada hospitaleiros.

sexta-feira, 23 de março de 2018

O início da Copa, de modo amistoso


Hoje o dia é de amistosos pelo mundo, que rola como a bola.

Alemanha e Espanha, as duas últimas campeãs do Mundo, vão se enfrentar em Dusseldorf.

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, elas duelaram na semifinal.

Deu Espanha, por 1 a 0, com gol do lendário Carles Puyol.

Um pouco antes, em Moscou, a anfitriã da próxima Copa, Rússia, receberá a Seleção Brasileira, ainda sem Neymar, com o goleiro Alisson como capitão e a possibilidade de uma transição no ataque, que envolve Gabriel Jesus e Douglas Costa.

A renovada Holanda, em Amsterdã, duelará com a jovem Inglaterra.

Já a Argentina, sem dar certeza da escalação de Lionel Messi, terá pela frente a Itália, no Etihad Stadium, casa do Manchester City, da Inglaterra.

Holanda e Itália, duas grandes forças do mundo da bola, que não estarão na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Para encerrar, teremos também Portugal e Egito, em Zurique, na Suíça.

Encontro entre Cristiano Ronaldo e Mohamed Salah, que marcaram 4 gols no último final de semana, pelo Campeonato Espanhol e a Premier League, respectivamente.

Como se vê, oportunidade para bom futebol e show de gols não vai faltar para a sua sexta-feira!

☆☆☆

ESTADUAIS


Aquilo que era anunciado, desde o início do Paulistinha, foi confirmado nesta quinta-feira: dentre os semifinalistas estão Palmeiras, Santos, Corinthians e São Paulo.

A surpresa foi no Rio de Janeiro, em que o Fluminense eliminou o badalado Flamengo e enfrentará o Botafogo na final.

domingo, 18 de março de 2018

Ele confessou, com um Toque de classe!


José Carlos Amaral Kfouri é um jornalista esportivo sem nunca ter essa pretensão.

Há quem diga que ele é sisudo, mal humorado.

Quem o conhece, diz o contrário.

Já foi jogador de basquete - coisa que contestei até pouco tempo, justamente pelas costumeiras brincadeiras que faz - Mas há provas. E diante de provas, não há argumento!

Fez sociologia para provar que o futebol não é alienante e sim um agente social.

Parou no  Departamento de documentação (Dedoc), da Editora Abril, de tanto que juntava informações sobre o Corinthians e o Rei Pelé.

Deu tão certo, que acabou diretor da revista Placar e, depois, da Playboy, também na Editora Abril.

Crítico, de opinião própria, carrega até hoje a influência de seu pai, o Procurador de Justiça, Carlos Alberto Gouvêa Kfouri, e de João Saldanha, a quem admira e respeita.

Ainda que diga que jornalista não dá entrevistas, mas as faz, ele aceitou responder algumas perguntas a este Toque de classe, no intervalo de uma e outra postagem para o seu blog, no qual se diverte ao comentar sobre os jogos e põe o dedo na ferida, ao tratar da cartolagem.

Ah, sim... ele não é autor de livro, mas, se quiser, precisar de uma ajuda, basta chamar o Matinas Suzuki.

Ele até confessa que perdeu, pela Companhia das Letras.

Durante este papo, o desafiei, ao citar até o nome do próximo livro.

Enquanto você lê a entrevista, vou ali, rapidinho, ligar pro Matinas.

Com vocês, o dinamarquês Juca Kfouri...

☆☆☆

Toque de classe -
Como surgiu a oportunidade de jogar basquete no Paulistano? Você nunca pensou em jogar no Corinthians?

Juca Kfouri - Meu pai era sócio e o clube muito mais perto de minha casa que o Parque São Jorge. Mas jogar contra o Corinthians era uma tortura.

Toque de classe - Você cita que, quando fez a Faculdade de Ciências Sociais na USP, seu objetivo era o de, em uma tese, provar que o futebol não é alienante e, sim, capaz de mobilizar, interagir socialmente. A Democracia Corinthiana, a meu ver, surge, anos mais tarde, para validar essa tese; mas, deixou de existir com o tempo. Você acredita que hoje há a possibilidade de reavivar essa ideia e fazer do futebol brasileiro algo mais ativo socialmente?

Juca Kfouri - O Bom Senso (movimento criado, em 2013,  por jogadores, para exigir melhorias no futebol) tentou e deu no que deu. Falta espírito cidadão ao Brasil.

Toque de classe - Por falar na Democracia Corinthiana, que tinha Sócrates, Casagrande e Vladimir como os precursores, você vê, no futebol de hoje, a possibilidade de algum jogador promover tal iniciativa por aqui? Quem seria ele?

Juca Kfouri - O Paulo André, que tentou... (acabou negociado com o futebol chinês)

Toque de classe - Quando o Corinthians foi campeão do Campeonato Paulista de 1977, com gol de Basílio, você diz que parou o carro e chorou muito. É claro que este choro é fruto de um contexto: nunca tinha visto o seu time campeão em nada e, bom futebol, só o do Santos, com o Rei Pelé, ou o Palmeiras, com Ademir da Guia. Algo no futebol de hoje ainda o leva às lágrimas? Talvez a conquista do bicampeonato da Libertadores?

Juca Kfouri - Como nunca tinha visto meu time ser campeão em nada?! Cansei de vê-lo campeão de basquete. Chorei nos Mundiais, de 2000 e 2012, assim como na Libertadores, abraçado com meus filhos, André e Felipe.

Toque de classe -
Copa de 82, na Espanha, foi a primeira que  você acompanhou in loco. A cobertura naquele tempo era feita via telex - algo que muitos dos jovens de hoje sequer imaginam o que seja -, que  computador e celular, só em 94, nos Estados Unidos. Hoje, com a internet, tudo é mais rápido e cômodo. Esta entrevista, por exemplo, foi feita por e-mail. Até que ponto a modernidade no veicular a informação pode ser um problema no aspecto da qualidade, comparado àqueles tempos, com Alberto Dines, Carlos Maranhão, que primavam pela excelência?

Juca Kfouri - A tecnologia só ajuda. Bom jornalismo se faz em  qualquer plataforma.

Toque de classe - O 'Confesso que perdi' é um livro de memórias. A memória humana é falha. Qual história que você não citou e que, de repente, pode aparecer num segundo volume, com o título: 'Me enganei, não perdi'? Podemos esperar esse novo livro?

Juca Kfouri - A ponto de mudar o título só se o Brasil virasse uma Dinamarca antes que eu morra. Parece improvável... Mas faltaram muitas histórias.

Toque de classe - Pode citar uma dessas histórias não contadas no livro?

Juca Kfouri - Não. Limito-me a dizer que uma delas é com o João Gilberto.

Toque de  classe -
Desde o lançamento do livro você tem sido solicitado para uma série de entrevistas - como esta, por exemplo. Houve algo que você ainda não foi questionado e gostaria de falar sobre?

Juca Kfouri - Não. Ainda mais para quem diz que jornalista não dá entrevistas, só deve fazê-las.

Toque de classe - O que podemos esperar da Seleção Brasileira de Tite na Copa do Mundo, na Rússia?

Juca Kfouri - Que fique entre as quatro primeiras.

Toque de classe - Qual o melhor futebol do mundo no momento e qual clube ou seleção o joga?

Juca Kfouri - A da Alemanha e o Manchester City.

Toque de classe - Juca Kfouri é...

Juca Kfouri - Um obstinado, para o bem e para o mal.

Toque de classe - Qual sua mensagem para o leitor deste Toque de classe?

Juca Kfouri - Que não se desespere jamais!

segunda-feira, 12 de março de 2018

A convocação de Tite para os amistosos com Rússia e Alemanha


O técnico da Seleção Brasileira, Tite, convocou, hoje pela manhã, os jogadores que estarão relacionados para os amistosos frente à Rússia - anfitriã da Copa do Mundo - e à Alemanha - atual campeã.

Esta foi a última convocação antes daquela definitiva, para o mundial, prevista para o início de maio.

Dentre os convocados aparecem aqueles apontados como já garantidos, casos de Alisson, no gol; Daniel Alves e Marcelo, nas laterais; Thiago Silva, na zaga; Casemiro, Paulinho, Philippe Coutinho e William, no meio-campo, além de Roberto Firmino, Gabriel Jesus e Neymar - que se recupera de uma cirurgia no pé - no ataque.

Há os que ganharam uma "segunda chance", como Pedro Geromel e Rodrigo Caio; Douglas Costa e Taison.

E como em toda convocação pré-Copa que se preze, há também aqueles nomes que fazem o torcedor arregalar os olhos e perguntar com espanto: 

"Como assim?"

"De onde saiu esse cara?"

"O Tite ficou louco?"

O Toque de classe foi atrás de informações sobre os "jogadores surpresa", para mostrar que não são tão assustadores assim.

Neto - Goleiro do Valência, da Espanha. Atuou em 27 dos 28 jogos do Campeonato Espanhol; não sofreu gols em 8 partidas e defendeu 2 pênaltis. O Valência é o quarto colocado na tabela, com 56 pontos, 16 atrás do líder Barcelona, com 72.

Anderson Talisca - meio-campista do Besiktas, da Turquia. Em 24 dos 25 jogos do Campeonato Turco marcou 10 gols, porém, seu forte é a desconstrução do jogo: soma 25 desarmes e apenas 3 assistências. No aspecto disciplinar; é necessário cuidado: cometeu 43 faltas e levou 5 cartões amarelos.

Willian José - atacante do Real Sociedad, da Espanha, defendeu a equipe em 24 das 28 oportunidades e assinalou 12 gols, de modo a estar entre os Top 10 da artilharia, atrás de Messi (24), Suárez (21) e Cristiano Ronaldo (18). Normalmente decisivo, o ponto forte dele é dentro da área, onde fez 11 gols. A necessidade de melhora, no entanto, é o posicionamento junto aos outros atacantes, uma vez que ele soma 18 impedimentos.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A sensatez de Felipão


Luiz Felipe Scolari, o Felipão, é um dos técnicos brasileiros mais vitoriosos no mundo.

Em participação no Bola da Vez, da ESPN Brasil, apresentado por João Carlos Albuquerque, com as participações de Gian Oddi e André Kfouri, Felipão falou com aparente tranquilidade, de assuntos polêmicos, como os 7 a 1 da Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, o choro de Thiago Silva nas penalidades contra o Chile, além da saída do Chelsea, da Inglaterra, devido a um boicote, que envolveu funcionários e jogadores do clube londrino.

Felipão também relembrou conquistas preciosas, como a Copa do Mundo de 2002, na Coréia do Sul e no Japão, da passagem como técnico da Seleção de Portugal e, no Brasil, citou Palmeiras e Grêmio como os clubes em que, ainda hoje, é querido pelos torcedores.

Descontraído, bem mais calmo, o  técnico do Penta pôs lenha na fogueira ao concordar que Renato Gaúcho jogou mais que Cristiano Ronaldo, mas amenizou ao colocar o craque português no hall dos melhores do mundo na atualidade.

Quanto ao melhor técnico, fez silêncio por alguns minutos, pensou, e sentenciou: Guardiola.

O melhor, mesmo, deste Bola da Vez, foi notar que, apesar de algumas situações de desconforto na carreira - não por ele, mas, pelas circunstâncias em si -, o que ficou foi um profissional maduro, com opinião e colocações, e que não se furta a nada.

A única coisa da qual ele 'fugiu' foi do questionamento feito por João Carlos Albuquerque, que, em tom de piada, cogitou a possibilidade de Felipão ser o novo Presidente da República.

Na atual conjuntura, ele não é e nem será o único a recusar tal proposta, ainda que em tom de brincadeira!

domingo, 3 de dezembro de 2017

Do frio de inverno, ao fogo na Copa russa!


PERSIO PRESOTTO

Depois de um dia inteiro, em pura reflexão, ouso escrever as primeiras linhas sobre as minhas impressões dos oito grupos que disputarão a Copa do Mundo, na Rússia, ano que vem.

De início, fiquei chocado pela inexistência do tão badalado "grupo da morte". Pensei: E agora, sobre o que escreverei?

Acompanhei os noticiários, li vários comentários. E o meu espanto só aumentou ao ver que o atacante alemão Thomas Müller, ao falar dos adversários de sua seleção, colocou o México na América do Sul.

Fiquei um tanto animado com a declaração do técnico Tite, que, há pouco mais de seis meses da Copa ainda não dá como definitiva a lista dos jogadores que vão à Rússia e, assim, dá esperança a nomes importantes, como Hernanes, Jô e quem mais estiver em destaque até a decisiva convocação.

No que diz respeito à fase de grupos, vejo uma mínima chance de equilíbrio no Grupo C: França, Austrália, Peru e Dinamarca e no Grupo F: Alemanha, México, Suécia e Coréia do Sul.

Mas, bem mínima, mesmo!

Emoção, de fato, teremos a partir das Oitavas, quando teremos a oportunidade de assistir duelos entre França e Argentina; Brasil e Suécia; Portugal e Uruguai.

Ao contrário do que ouvi nestes dias, não creio em um encontro entre Brasil e Alemanha já nas Oitavas. Caso ocorra, será na final. Não há como, para mim, nenhum dos dois serem segundos em seus respectivos grupos!

Nas Quartas, a atração ficará para Alemanha e Inglaterra e Espanha e França. Dois jogaços!

A minha Semifinal será de perder o sono: França e Brasil; Portugal e Alemanha.

Portugal, aliás, tem tudo para ser a grande surpresa da Copa. E Cristiano Ronaldo, que realiza uma temporada implacável, poderá atingir o ápice de sua carreira.

Enfim, a Copa na Rússia começará fria, como o inverno, sem grandes emoções. Mas poderá pegar fogo na fase final, com grandes clássicos e nomes borbulhando!