Ontem à tarde tive um almoço daqueles que não deveria ter hora para terminar.
Não simplesmente pela comida, que estava muito boa, mas,
principalmente, pela companhia de Assis Eustáquio, jornalista, professor
e historiador mineiro. Um banquete de sabedoria e cultura, amante do bom
futebol.
Na hora de pedir a pizza, houve
consenso. Ele pediu portuguesa e eu pepperoni. Logo, na primeira rodada
de assuntos, não podíamos deixar de falar sobre Luiz Felipe Scolari, a
Seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo e, por tabela, a 'provocação' de
Renato Gaúcho com o craque merengue e ídolo lusitano.
No
fatiar a pizza de pepperoni, lamentávamos o mau momento do futebol
italiano, tanto no Calccio, como com a Azzurra de astros da bola como
Walter Zenga, Pagliuca e Buffon, além de Pippo Inzaghi, Del Piero, entre
outros.
Relembramos, e com saudade, de
gênios da crônica, casos de Nelson Rodrigues, Luis Fernando Veríssimo, João Saldanha e
Armando Nogueira. Citei o emblemático Cartão Verde, com Flávio Prado,
Juca Kfouri e José Trajano e apenas pensei nas tabelinhas do UOL, de Juca e
Vitor Birner - amigo pelo qual tenho muito carinho e é um provocador
nato. O tipo do sujeito que te obriga a raciocinar em perguntas simples,
mas, desafiadoras, quando feitas por ele.
Antes de citar o solo pátrio e suas conquistas inúmeras nos gramados, algumas vitórias no Senado Federal com Romário e frustrações originadas pela cartolagem que não pode sequer viajar, para evitar o vexame de ser presa, pedimos licença para reverenciar o futebol inglês, mais precisamente o Manchester City, de Pep Guardiola, indiscutivelmente, o melhor técnico de futebol em atividade no planeta bola.
No
que diz respeito ao futebol brazuca, comentamos a negociação entre
Atlético-MG e Santos, que envolvia o atacante Ricardo Oliveira, antes
anunciado pelo novo presidente santista, José Carlos Peres, como prioridade de renovação.
Ao chegar em casa, vi que foi concluída a transação e que o que era
prioridade, agora era saudade.
Enfim, foi uma
mesa redonda em que até a comida era redonda, de modo que a conversa
rolou vagarosa, sem pressa de acabar, como numa belíssima e empolgante
partida de futebol.
Muito obrigado, Assis!
Foi magnífico!